30 novembro, 2010

Stones From The Sky

"All structures collapse, mysteries unfold
borne from the skies in these times of grace"


E assim aconteceu..
Desde já um especial agradecimento para o pessoal que está por detrás da Amplificasom pelo convite feito.
Gostei imenso de ter feito parte deste espaço durante o ultimo mês.
Espero tambem ter ajudado a dar um toque ligeiramente diferente e mostrar que existem coisas interessantes fora da "normalidade musical" em que muitos vivem.
Foi uma participação curta é certo, mas mesmo assim feita especialmente para mostrar algumas das coisas mais interessantes que se podem encontrar neste final de ano, no que á musica mais extrema diz respeito e claro divulgar mais um pouco aquilo que realmente poderá valer a pena ir descobrir, seja agora ou num futuro mais proximo.
Tentei atirar as pedras certas e mostrar coisas que possam levar alguns a interessarem-se por estes sons, embora sempre numa prespetiva pessoal.
De Mitochondrion até The Birthday Massacre passando pelos excelentes Rorcal ou Borgne a semente foi lançada pelos campos do so)))))m..
Não vou partir sem antes deixar um pedido subliminar e cheio de ironia á Amplificasom com a melhor banda de todos os tempos no que á criação musical diz respeito...

Vejam lá se tratam disso!!

Hasta!

Peter Broderick em Anatomia de Grey

ANTONINI HELIOGABALI VITA


Segundo album para os suiços Rorcal e provavelmente um dos albuns mais poderosos que irão ouvir neste final de 10.
Desta vez a jovem banda cria uma peça unica de 70 minutos dedicada exclusivamente ao Imperio Romano e em especial ao controverso Imperador Marco Aurelio Antonino (não confundir com o outro) ou "Heliogabalus" como geralmente é retratado pela historia.
O seu curto reinado ficou marcado pela forma bizarra, narcisista e degradante sobre o qual usou e abusou do seu titulo de Imperador, acabando por ser morto com a jovial bonita idade de 18 anos...apenas 4 anos depois de ter sido declarado Imperador.
È com base no lado mais excêntrico da personagem historica que Rorcal cria o seu album "Heliogabalus" dando vida e transportando-nos para esses tempos, fazendo de uma forma absolutamente sublime um retrato sonoro daquilo que o jovem Imperador conseguiu trazer até si.
O lado mais vistoso que se mistura com a degradante potencia musical torna este trabalho numa peça unica carregada de efeitos que atuam como uma especie de crescendo até desabarem como um terramoto em cima de nós.
Impiedosos e carismaticos, Rorcal conseguem pegar num aspeto da historia e transforma-lo ao seu jeito retratando como a historia por vezes acaba por ser uma inspiração tão ou mais forte que a propria imaginação.
A sonoridade é bruta, lembrando por vezes o lado mais violento de bandas como The Ocean, mas conseguem deixar bem latente o seu espaço proprio e adicionando momentos que mais se parecem com a visualização de uma Opera Sludge Death Doom , envolvendo e deixando de rastos tudo o que apanha á frente.
È apenas uma faixa, onde acaba por ser determinante o lado mais catastrofico que a banda vai enquadrando aos espasmos de violencia que se vão amanhando ao longo deste bombastico trabalho...alias quando estiverem perto de uma hora de audição preparem-se para a excitante entidade que se vai levantar á vossa frente..
Um album que parece ter entrado para o meu top deste ano, brilhante em todos os niveis desde a propria produção á forma como a banda conduz e introduz a musica ao longo desta quase hora e meia de magia...
Se vale a pena, não só vale como é um album obrigatorio para todos os que aqui vêm, podem ouvir e sacar diretamente do site da banda ou então comprar uma das 500 copias em formato digipak que a banda criou (uma das quais já é minha).
Sem duvida um momento daqueles que nos deixam a pensar...Foda-se o que é isto!!
Absolutamente magnifico isto é Arte sonora meus amigos...ARTE!!
http://www.rorcal.com/doom/discography/heliogabalus

29 novembro, 2010

Onde estavas tu no 29 de Novembro?

Quem está na capa da Rolla 29?

28 novembro, 2010

My God, it's full of stars!

Prólogo: Música para ouvir enquanto se lê este texto http://www.youtube.com/watch?v=335T7bOU7B4

Olá. O meu nome é Pedro, tenho 37 anos e sou de Coimbra. Casado e na altura em que estiverem a ler este texto é provável que já seja pai de dois filhos. Tenho um emprego que não sendo mal pago me enche o quotidiano com uma banalidade sem fim. O Cinemaxunga ajuda-me a exorcizar demónios. Decidi despedir-me de vocês com uma apresentação, a minha apresentação. É o mínimo que posso fazer pelo Amplificasom, um blog onde se sente o amor no ar, tão denso que é. Não o ar, o amor! E quando digo amor, digo-o no respeito pelos próximo, na amizade, no sentido “vibration” reggae e não no sentido banalizado pela expressão “vamos fazer amor”, o sucedâneo politicamente correcto para quando queremos untar o pincel (ou equivalente feminino).

Sou um tipo que gosta de cinema e também de ver filmes. Irrito-me quando me perguntam qual o meu filme preferido, porque isso é como a perguntar “Qual a melhor foda que deste?”. Só faz sentido para quem mandou três fodas ou menos. E tal como no sexo, a percepção da qualidade do filme difere consoante o psicotrópico usado na ocasião. Aliás, cada filme às vezes são dois filmes. E como nos ensinou Einstein, esse prostituto mediático, tudo é relativo.

Se preferia fazer outras coisas na vida? Por exemplo, preferia passar o dia de amanhã a fumar ganza e a decifrar mensagens subliminares satânicas nas músicas dos Ornatos Violeta ou perceber que o filme “Sex and The City” faz perfeitamente sentido quando sincronizado desde início a música Meat Hook Sodomy dos Cannibal Corpse em loop eterno. Mas tenho contas para pagar, crédito habitação, chatices com as finanças e outros enfados que me mantêm constantemente afastado de tudo o que possa ser classificado como “divertido”.

Já fui baterista, toquei em bandas de bar e bandas de (até me custa dizer) baile. Tive uma banda rock de sucesso moderado nos anos 90, se é que se pode chamar sucesso a poder tocar com meia dúzia de groupies e não ser expulso do palco por baixo de uma chuva de produtos hortícolas com o prazo de validade expirado. Editámos três demos em cassete, edição de 1000 unidades com capa a cores e selada em celofano, um luxo! Sim, cassete. Esse artefacto analógico que muitos de vocês associam àquele tio alcoólatra que gosta de Scorpions ou às anedotas do Cantinflas português. Tudo apagado pelas águas do tempo, essa inevitabilidade que tudo extingue. Alguém se lembra do Sinatra’s Bar, no Porto?

Gosto de todos vós como gosto dos meus filhos, mesmo aqueles que não conheço, aqueles que foram inseminados atrás de um arbusto algures por esse Portugal fora no fim de bailes dos Tekos e festivais de saltimbancos com macacos moribundos. Não quantifico os concertos do Toni Carreira porque a maior parte das “colegas de arbusto” já tinha passado a menopausa.

E é nesta hora do adeus que, com uma lágrima que teima em espreitar no canto do olho, me despeço de vós. A este aperto de saudade e ânsia pré-nostálgica junta-se um refluxo ácido merecido por não ser ainda capaz de escolher com sensatez uma pizza que não cause azia. Qual procissão da despedida, um mar de lenços brancos oscilam ao vento, e a saudade rapidamente é substituída pelo conforto que agora somos todos irmãos, e que o sangue virtual que nos une será para sempre o portal multi-dimensional que nos faz estar à distância de um clique.

KONIEK


27 novembro, 2010

Pequena agenda

Os dias de concertos continuam, sempre com nomes de valor e com qualidade garantida.

Hoje são os Katatonia no Hard Club, o Azevedo Silva na Capricho Setubalense, The Divine Comedy em Guimarães.

Depois temos Imogen Heap no Porto (29/11) e em Lisboa (28/11). Tides From Nebula em Lisboa (29/11) e Viana do Castelo (30/11). Tv Bhuddas em Aveiro (02/12), Porto (03/12), Lisboa (04/12) e Coimbra (05/12). O Azevedo Silva em Coimbra também (04/12). Woven Hand no Porto (05/12) e Lisboa (07/12).

Tudo isto, claro, culminando a 8 de Dezembro com o nosso fantabulástico evento! :)

26 novembro, 2010

Da Holanda com amor...ou talvez não!!!


The movements of the world
Rise and tower over me
Lovecraftian gods
Inspiring vertigo
Mindless demons flourish
In spaces beyond reason
From whence no thought
Can return unharmed
And cut off at night
From gravity and the stars
I shrink into meditation
Before the grinning white face
Of this endless inhumanity
And cut off the night
From gravity and the stars
I retrun to this cathartic terror
This seasonless equinox
This dread incarnation
Of universal suicide
Conspiring with dreams
For the reins of my mind
A coming of age
A crossing of worlds
I will make this devourer
My vernal sacrifice
Come, be revealed
Face me
Where the howling avatars
Of my most desperate passions
Hold court in the bowels of my spirit
And I wade in the blood
Of the conqueror leech
And like Mithras bring forth
Another unsteady awakening


Cry out for the king
To bring salvation from the plague
Cry out for the king
To bring the cleansing flame
And build the new Jerusalem
The king is the cause of the plague
We capsize, overwhelmed
By cascading oedipal revelations
Jocasta's feet have finally left the ground
Fissures running all the way down
Our sacred visions of Apocalypse
Epic comic-book escape fantasies
We are conveniently unworthy
Lull our budding concerns to sleep
And every doomsday tragedy
Ends with a place in eternity
The Delphic oracle grows fat
On self-fulfilling prophecies
And the Ark of the Covenant
Holds a pair of golden brooches

Zero onze

O 2010 discográfico ainda não acabou, espero um ou outro disco com data de lançamento em Dezembro, e antes do fim do ano também vos vamos pedir as listas habituais. Mas, assim numa espécie de exercício rápido, que álbuns já têm em mente para 2011?

New York is Killing me

Podia colocar o video aqui, mas entre mais um do Youtube a visualizá-lo no próprio site de Chris Cunning o impacto é outro. Sério, espreitem não só mais um excelente trabalho visual como a própria remix do tema de Gil Scott-Heron. http://chriscunningham.com

Reciclagem


"The sound sculptures and installations of Zimoun are graceful, mechanized works of playful poetry, their structural simplicity opens like an industrial bloom to reveal a complex and intricate series of relationships, an ongoing interplay between the «artificial» and the «organic». Using simple, physical systems to examine the creation and degeneration of patterns, Zimouns‘s work transforms and activates the space."

25 novembro, 2010

R.I.P. Sleazy


Peter 'Sleazy' Christopherson

1955 - 2010

O nosso amor vai destruir o mundo

Birchville Cat Motel, ex-alterego do neozelandês Campbell Keale, foi por diversas vezes mencionado aqui no blog. Recentemente, Campbell, que também faz parte dos Black Boned Angel, tem optado por ser apresentar em disco e ao vivo como Our Love Will Destroy the World. A Wire oferece-nos um tema, é só clicar aqui.

Ulver: merchandise

Após o concerto e ainda vidrados de tal imponência, a maior parte de nós passou ao lado da banca do merch. Para compensar, estamos a ajudar a despachar o que sobrou e a preços inferiores.
Tshirt (em cima) - 15€ (L)
Blood Inside LP - 17€
Shadow of the Sun LP - 17€
Ambos LPs - 30€

As quantidades são super limitadas, há cerca de 3 tshirts e 4 cópias de cada LP. First come first served: amplificasom @ gmail.com (sem espaços)

24 novembro, 2010

“Vi outro anjo forte descendo do céu, vestido numa nuvem,o seu rosto era como o sol, e os seus pés como colunas de fogo”


Tem sido bastante agradavel assistir ao crescimento dos suiços Borgne e se o anterior "IV" foi um album que rodou com alguma regularidade por estes lados este novo "Entraves de l'Ame" tem tudo para rodar ainda mais, já que é sem sobra de duvida o seu trabalho mais completo e cosmico desta nova fase de Borgne.
Aqueles ambientes orquestrais que o projeto começou a usar mais no ultimo album aqui ganham um esplendor absolutamente incrivel, acabando por transformar os temas numa viagem noturna digna de destaque e onde a abrasiva crueldade dos temas encaixam de uma forma que nos eleva para o lado mais cosmico da musica.
De uma majestosidade que vagueia entre DarkSpace, e os melhores momentos do passado de Lunar Aurora, Emperor (da fase ITNSE) ou Limbonic Art.
Borgne e o seu criador demonstram aquilo ao que vêm e naquilo que se tornaram nestes ultimos anos...um projeto realmente imparavel e uma das bandas mais interessantes dentro dos dominios mais espaciais da musica extrema.
Não será ao acaso que o lider Bornyhake (mais um português a dar cartas tal como o pessoal de Rorcal) se une aqui ao Malefic dos miticos Xasthur e ao Christoph Ziegler de Vinterriket (que acabam por ser duas peças essenciais na criação deste "Entraves de l'Ame ") para a construção desta magnifica obra de arte extrema.
O som complexo e extremo é engolido pela imensidão profunda saida das orquestrações quer sejam elas tocadas á velocidade da luz quer se transformem numa viagem fantasmagorica por entre a floresta numa noite escura..
Alias a forma como se consegue unir estes dois aspetos é um dos pontos mais altos e fascinantes aqui presentes, já que a escuta deste album se vai tornando com o tempo numa jornada que mistura o lado belo da cosmologia com o lado mais profundo da natureza no seu sentido mais "ecologico", gerando uma viagem epica, fantastica e quase catatonica por entre tudo aquilo que rodeia o nosso ser, deixando-nos num estado que mais se aproxima do transe do que outra coisa qualquer...um pouco como fazem os alienigenas DarkSpace, embora Borgne sejam mais soturnos, horrorosos e terrestres..
Borgne atua como estivessemos possuidos pelo espirito de Xasthur, fossemos visitados por DarkSpace e subitamente atirados para os ritualismos ancestrais criados por Limbonic Art..talvez a imagem sonora mais insana e ao mesmo tempo mais perfeita para descrever aquilo que se ouve ao longo deste excelente album.
Um enorme salto qualitativo sem duvida alguma, em todos os pormenores aqui escutados, desde a tal envolvencia orquestral até ao som bastante extremo e caotico que o projeta enama de dentro de si, criando esplendorosas estruturas musicais que nos dias de hoje sinceramente já não se vão encontrando muito (pelo menos a soarem com este poder), assim de repente lembro-me de Nazxul ou Ruins of Beverast, que tambem acabam por ser influencias embora num dominio não tão direto como o DarkSpace por exemplo.
Um album obrigatorio, magico, envolvente e sem duvida alguma majestoso como já á muito não ouvia dentro deste estilo e sem sombra de duvida uma das coisas mais fantasticas que vão encontrar neste final de ano no que ao BM de tendencias mais planantes diz respeito...
Surpreendente mesmo...entrem nesta viagem de olhos bem fechados..Borgne vai-vos segurando e preparando para o regresso das outras 3 entidades..e até lá sintam já o clima de horror que antecede cada nova visita de...

"E clamou com grande voz, como quando ruge o leão. Tendo clamado, os sete trovões fizeram soar as suas vozes”

video
Depois do magnifico album de Rorcal, surge por aqui mais uma banda pronta a mover os alicerces do atual movimento Post-Sludge e mexer um bocado com a nossa cabecinha, ou por outras palavras mais musicais, juntam o poder do drone mais ambiental com descargas de Sludge bem extremo.
Bem, não direi extremo ao ponto de uns Argentinum Astrum, nem de uns Overmars, mas a linha é um pouco a mesma embora aqui este quinteto americano pegue mais no legado mais basico do Doom e lhe adicione texturas mais atuais, ligeiramente mais progressivas e um pouco mais planantes, como se uma banda como Ketea ou Lesbian chocasse de frente Grief e depois lhes caísse em cima uma trovoada de EHG ou algo parecido..
Som duro e muito á base das guitarras e amplificadores onde se vão envolvendo diversos samples e sons que vão desde o feedback mais arrastado até ao dissonante som de violino, mostrando que aquilo que Roareth aqui nos oferece é uma autentica jornada por entre electrizantes pontes mentais e devaneios musicais que ora entram no lado mais divagante do Post como de seguida nos atiram sem dó nem piedade para uma espiral bem lamacenta de Sludge|Doom, gerando um estado de alma bem interessante para se ir acompanhado ao longo de uma hora de experiências laboratoriais bem pesadas e agrestes.
Musicalmente a banda é bem acima da media, já que os seus elementos conseguem criar e estando cada um no seu sitio, um som bem cheio e poderoso, embora não seja original (é certo) consegue cativar deste o primeiro minuto até ao ultimo segundo deste trabalho, sendo que a forma como conseguem subjugar os mais variados estilos musicais e lhes dar um toque pessoal é algo assumidamente bem conseguido.
Desolador sobretudo nas paisagens mais ((vibrantes)) mas ao mesmo tempo tempestuoso no lado mais agressivo, este unico tema é de facto um vendaval de excelência pelo meio daquilo que de melhor se vai fazendo dentro deste estilo musical e uma das coisas mais bem conseguidas que ouvi nas ultimas semanas do genero.
Mesmo sem o lado mais caotico que muita vez se associa a este estilo (e onde muitos por vezes se perdem), a banda consegue que as texturas mais naturalistas se envolvam e enquadrem no quadro que conseguem pintar ao longo destes Actos, tornando-as tão sufocantes quanto libertadoras.
Pode parecer um contra-senso usar tudo isto, mas se querem tirar conclusões escutem e sintam o vosso corpo a ser levado pelo vento deixando-vos á beira de um precipicio...para de seguida serem engolidos por um eletrizante tornado!
Uma excelente surpresa sem duvida!

Faltam duas semanas!!!

Peter Broderick + Azevedo Silva + Greg Haines
8 de Dezembro (quarta, feriado)
Passos Manuel, Porto


Horário:
21h30 portas/ levantamento de reservas
22h Greg Haines
22h40 Azevedo Silva
23h20 Peter Broderick

Bilhetes/ reservas:
10€ antecipado e reservas
12€ à porta
Reservas para amplificasom@gmail.com
Bilhetes à venda na Lost Underground, Jojo's, Louie Louie e Matéria Prima

Mais info:
www.myspace.com/peterbroderick
http://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Broderick
http://www.peterbroderick.net/
www.myspace.com/greghainesmusic
http://www.greghaines.co.uk/
http://www.helder-costa.com/

Anjos e demónios

Aquando da passagem dos Bukkake, soubemos pelo Don que tanto ele como o Steve tinham saído dos Earth. A curiosidade aumentou, o que estaria a planear Dylan Carlson? Mais uma mudança no som? Talvez... Até fazermos play a "Angels Of Darkness, Demons Of Light" não saberemos, mas há novidades: o álbum está gravado, sairá em Fevereiro e em estúdio estiveram, tirando Dylan e a sua Adrienne claro, a violoncelista Lori Goldston (que pode ser vista no Unplugged dos Nirvana) e o prolífico baixista Karl Blau. Segundo Carlson, obteve grande inspiração em bandas do folk-rock britânico como Pentangle ou Fairport Convention e (e agora sim estou ainda mais entusiasmado) nos berberes-várias-vezes-mencionados-por-aqui Tinariwen.

23 novembro, 2010

No blog com... Peter Broderick

Aos 23 anos tem uma maturidade e uma carreira de 40. Discos, belos discos; canções, belas canções; e concertos, concertos e mais concertos. Aliás, é ao vivo que se percebe a grandeza e toda a sua alma contagiante. Falamos de Peter Broderick, o multi-instrumentista de Portland que vai fechar a noite do próximo 8 de Dezembro e o respectivo ano Amplificasom. Em Berlim, agasalhado, Peter respondeu-nos às perguntas do costume:

O que roda no teu leitor de cds/ mp3?
The Books - The Way Out
Buke and Gass - Riposte
P Jørgensen - Soundtrack_Remix
Fráncois & The Atlas Mountains - Her River Raves Recollections

Último álbum que compraste?
Charlemagne Palestine - A Sweet Quasimodo Between Black Vampire Butterflies For Maybeck

Último concerto?
Scraps Of Tape at Schokoladen, Berlin.

Último filme que viste?
"Confluence" directed by Vernon Lott (a documentary I am currently writing the score for!)

Livro na tua mesinha de cabeceira?
"Richard Yates" by Tao Lin

Onde é que isto vai parar?



Lembro-me de há uns anos atrás, de estar na escola nas aulas de TIC e como na altura em casa não havia internet tinha que ser nestas aulas que podia usufruir dela.[risos]
Era então nestas aulas de 90 min que me dedicava a pesquisar bandas, novos estilos de música, tinha uma enorme liberdade, era um mundo completamente novo para mim, onde tinha contacto com tudo o que se fazia de bom no resto do mundo!
Lembro-me de começar por uma plataforma que se chamava HomeStudio, tive conhecimento desta plataforma devido a têr bandas amigas que tinham perfil e era engraçado vêrmos uma foto da banda e deixar comentários de apoio mas não passava disto!
Passado uns tempos conheci o Purevolume, aqui sim usava e abusava, eram listas infinitas de bandas que levava para casa para depois tentar arranjar o album.
As bandas tinham já uma página mais catita, várias fotos, uma ou duas músicas no perfil e dava para pesquisar por estilo e país o que era muito bom!
De repente sem saber como, apareceu a plataforma que veio revolucionar tudo, estou a falar do Myspace, foi uma porta aberta para a divulgação das bandas e de todo este mercado, havendo casos em particular que se alimentaram do myspace chegando a extremos de populuridade apenas com um EP lançado e sem editora.
Nasceu uma força, onde não era preciso quase mais nada a não ser uma bonita apresentação, boas músicas e espalhar a palavra o mais que se pudesse, sem dúvida que foi uma grande ajuda neste mercado e no "Do it your self".
Neste momento vejo o myspace a esgotar todos os cartuxos dia após dia, suponho que nunca irá morrer mas questiono-me que next big thing vem por aí? BANDCAMP será?
Aceitam-se sugestões e opiniões!

22 novembro, 2010

Little boxes





Broadcasting Place
Feilden Clegg Bradley Studios
Leeds, Inglaterra
2009

Não é assustador?

"One day soon, you will log into Facebook and a 'choice feed' will tell you what to do with your day. You won't have to push a button or type in some kind of query -- you will simply load up Facebook.com and there, in bold type, your choice feed will tell you what choices to make for the next 24 hours. Wear these clothes; take this route to work; don't say Hi to Richard, he's a dick; buy your boss a birthday present -- and so on. You won't hesitate in following Facebook's choices because they'll feel completely right; they'll feel just like your own choices, only they're not -- they're a computer's."

(...)

"You will be given the choice of opting out, of course. But think about it: can you see yourself leaving Facebook today? Now fast forward a few months, a year. Imagine what it will be like once all of your communication goes through Facebook; quitting won't be an option."

O artigo completo está aqui. Podia considerar esta visão futurista como utópica, mas não anda assim tão longe da verdade, pois não? Eu não tive hi5, myspace, não tenho Facebook e continuo sem vontade. Arrepio-me quando vejo pessoas a viverem vidas paralelas nestas plataformas esquecendo-se daquela que realmente interessa. Mas imagino que o futuro até passe por algo semelhante, só não quero fazer parte dele.

No monte da mesinha de cabeceira: Guy Debord - A Sociedade do Espectáculo

21 novembro, 2010

O inferno desce á terra com Trash Talk

Não posso deixar passar em claro o meu vício por esta banda cujo o nome se designa por Trash Talk. Oriundos de Sacramento, Califórnia a banda practica um Punk Hardcore mesmo á antiga, a fazer lembrar aqueles shows de Black Flag em que todos temiam o gigante Henry Rollins.
Onde já no movimento hardcore pouco me chama atenção, Trash Talk é aquela excepção que desde há uns aninhos para cá está no top das minhas bandas de eleição!
Segue em baixo uns exemplos do pânico do que estes meninos bonitos da Deathwish conseguem fazer!!!!!

Inferno 1


Inferno 2


Inferno 3

20 novembro, 2010

Bud Spencer e Terence Hill

Aos olhos dos jovens de hoje, Bud Spencer e Terence Hill poderiam ser facilmente confundidos com um número de circo. Mas não de um circo qualquer, daqueles que são acompanhados por camelos moribundos e leões bulímicos e cujo apresentador, porteiro, vendedor de bilhetes e pipocas, faquir, contorcionista e ordenhador de alpacas são a mesma pessoa. Mas nos tempos áureos dos videoclubes e do cinema de bairro, eram o pináculo da comédia, o expoente máximo da gargalhada, como são hoje em dia Jim Carrey, Seth Rogen, Will Ferrel, Adam Sandler ou Ben Stiller.

No final dos anos 70 a Itália dominava o cinema mundial com os seus sub-géneros de baixo orçamento conhecidos como “Spaghetti”. Havia o mítico western spaghetti, o pós-apocalíptico, as comédias de acção e as comédias eróticas. Tudo isto devidamente dobrado em Inglês, com aspecto americano e com os actores a assumirem pseudónimos americanos. Sim, porque já na altura havia esta mentalidade imbecil de que apenas o cinema americano é bom. Bud Spencer e Terence Hill eram Carlo Pedersoli e Mario Girotti.

Os seus filmes eram bastante simples. Bud Spencer era um grandalhão gorducho, o tanque de guerra da porrada. Terence Hill era o malabarista contorcionista que elaborava complicadas ginásticas ao serviço das porradas de bar. Os seus filmes consistiam em sequência após sequência de bordoada de três em pipa, em que os nossos amiguitos saíam incólumes, penteadinhos e com a roupa engomada e todos os desgraçados que tinham apanhado no focinho ficavam deitados no chão a sofrer dores musculares, mas sempre vivos e sem ferimentos graves, feridas ou qualquer marca do porradão infernal que acabaram de apanhar…

Eu não sou do tempo em que os filmes eram feitos, uma vez que o meu auge do videoclube foi a partir de 1987, mas mamei os filmes deles todos em VHS e no cinema de verão da praia de Monte Gordo. Como não havia a oferta dos dias de hoje (nem os torrentes e as mulas, blink blink) os filmes eram vistos inúmeras vezes.

Eram filmes divertidos mas infinitamente xungosos. Tenho pena de não ter nada deles actualmente. Acho que há uma caixa de DVDs no Ebay com o original italiano e as dobragens em Inglês. Eu até comprava, mas tenho um filho para criar e não cago dinheiro, por isso espero que alguém compre e depois me empreste.

in CinemaXunga

A culpa é do Euro!

As dificuldades dos países vítimas da crise da dívida não são devidas apenas à especulação internacional e à má gestão das finanças públicas, mas também à sua incapacidade para criar riqueza. É o caso de Portugal, que nunca se adaptou realmente ao euro.

NATO SUMMIT DOOM!


"Behold! this ancient ritual, this divine act. The one clear way to transcend the boundaries of the corporeal plane is to merge our flesh. The co-mingling of our physical beings opens the doorways to the ethers, to vivid truth. I consume you and, in turn, I am consumed by you. Love is the law, love under will. The purest connection, the strongest bond. All of the struggles, the weaknesses and faults, slip away. All of the masks, the anger and secrecy, slip away. Essence unveiled. The universe revealed."

Provavelmente o meu album do ano!

19 novembro, 2010

Lean Exit

Não consigo deixar de associar ambos os discos. A parecença (propositada, diria) do artwork, o facto de ambos serem quartetos cujos nomes têm duas palavras… Mas é apenas uma associação estética. Com o devido respeito, o Vandermark não é o Brötzmann, os anarcopunks guitarristas dos The Ex não chegam perto do Sharrock e o Love talvez um dia saiba tanto como o Ronald Jackson. Talvez. De qualquer maneira, e aproveitando para sugerir a quem não conhece os Last Exit como A banda e o seu homónimo como O disco, arriscar-me-ia a dizer que os Lean Left poderão vir a ser tão grandes. Este primeiro Volume é um discaço daqueles, deleitoso do início ao fim. Texturas agradáveis e tonais sempre com a presença de forte músculo. Um dos meus favoritos de 2010, tão favorito que comprei-o após uma audição.

Mutter

Hoje, à hora do almoço, ia sendo atropelado numa passadeira e lembrei-me deste video.

18 novembro, 2010

Chibi in Wonderland



È...
Mas são uma das minhas bandas preferidas de sempre!
O novo é um docinho daqueles...in the dark!!

..esta pequena vocalista tornou-se numa das minhas vozes de eleição de toda a musica que ouço.

Conan está de volta e os Soundgarden também

Náice!

Depois do fantástico Milhões de Festa, a Lovers apresenta mais um festival: o NÁICE! Prevê-se uma festarola destas por mês e amanhã, no Plano B, o alinhamento será o seguinte:
Fucked Up
Myd
Throes
The Shine
Sun-Explosion
L&L SS
Para info mais específica: NÁICE!

17 novembro, 2010

Passatempo Katatonia

Os Katatonia regressam a Portugal no fim deste mês e a Amplificasom e a Prime Artists têm um convite duplo para o concerto do Hard Club bastando para isso ser o primeiro a responder acertadamente às seguintes perguntas:

1) Que banda se estreou em Portugal através de uma co-produção Amplificasom e Prime Artists?
2) Qual o festival organizado pela Prime Artists cuja primeira edição recebeu os Katatonia?
3) Com que tema os Katatonia encerram um filme do realizador Tomas Alfredson?


As respostas devem ser enviadas para o nosso e-mail com o assunto "Passatempo Katatonia". O vencedor será contactado e será anunciado também aqui neste mesmo tópico. Boa sorte e estejam atentos!
EDIT 19-11
Dezenas de respostas, mas apenas a Priscila Fontoura e o David Calvão acertaram. Respostas correctas:
1 - Isis
2 - Vagos Open Air
3 - Nenhum
Estejas atentos que em breve repetimos a brincadeira para Swallow the Sun.

16 novembro, 2010

Memorias.


Austeridade em cinco minutos

Broderick: por detrás do poster

Um dos motivos pelo qual gosto do Hélder é que ele tem sempre um conceito com o qual se relacionar e admiro qualquer artista em qualquer área que tenha essa linha de pensamento. Sobre este, o Hélder assumindo que regressava aos vectoriais, disse:

Peter Broderick, um concerto de sonho... Música sobre pessoas, lugares e solidão.

O ultimo álbum em termos sonoros é o mais americano de todos, fazia todo o sentido fazer uma ilustração baseada no "Nighthawks" do Eduard Hopper que pintou melhor que ninguém a solidão e o quotidiano norte americano, por isso é também uma homenagem ao Hopper.


Nós dizemos: obrigado e FELICIDADES (sim, o Costa hoje faz anos!!)

15 novembro, 2010

Scott Pilgrim vs. the World (2010)


Correio dos leitores: Querido cinemaxunga, há uns tempos o meu marido pediu para lhe meter o dedo no ânus enquanto fazíamos amor e ele disse nunca ter tido um orgasmo tão intenso como nesse dia. Passados um dias pediu-me para ser mais audaz e uma coisa levou a outra e a semana passada os vizinhos chamaram a policia e levaram-nos o casal de contorcionistas vietnamitas especializados em casais, um anão malabarista, um touro mecânico de marca Virix com as extensões Falix 2 e GigaFalus, um conjunto de buttplugs com crina de cavalo em forma de monumentos nacionais e um pé de borracha com meia perna (modelo realista Cristiano Ronaldo com 3 modos de vibração). Tivemos que passar a noite na prisão, coisa que não nos teria incomodado não fosse uma corrente de ar incómoda e persistente. Percebemos na altura que deviamos ter comprado os fatos em cabedal e em vez de PVC que deixa passar o frio. Tivesse trazido a chave das algemas e poderia ter ajudado o meu marido que se viu impedido de protestar devido a um bocal de bola asfixiante (com ventilação assistida, obrigatório pelas leis da UE) e coleira com trela que os polícias insistiram que mantivesse para as fotos. A minha dúvida é: vale a pena ir ver o Scott Pilgrim ao cinema? Ou devo esperar por um dengoso domingo à tarde na TVI?

Cara leitora, em primeiro lugar deixe lhe diga que não sou a pessoa indicada para a aconselhar neste campo, uma vez que não sou grande adepto de filmes com Michael Cera. Aliás, prefiro levar pontapés nas costelas a assistir filmes deste actor e não sou adepto de práticas sado-masoquista como vossa excelência. Não que eu despreze tal actividade, apenas nunca adquiri gosto pelas práticas, mesmo depois de várias tentativas que culminaram numa pelada púbica por combustão acidental.

Mas sendo eu adepto de bandas desenhadas pensei ser capaz de apreciar o filme com em toda a sua magnificência, apenas para perceber que na realidade sou mais velho do que penso porque já não acho piadas a filmes que façam demasiadas referências a videojogos ou ao Dragon Ball.

Achei portanto o filme sensaborão e obsceno para os sentidos e tive realmente pena que o pequeno Scott Pilgrim não tivesse morrido prematuramente no decorrer da sua demanda. Senti muito mais empatia pelos 7 namorados maléficos, nomeadamente a lésbica que me provocou um ligeiro formigueiro no baixo ventre. Posso mesmo afirmar que o excesso de efeitos especiais e a falta de respeito pelas mais elementares leis da física me fizeram sentir um pouco mais queimado por dentro.

Mas se insiste em achar que é jovem e que o estilo de vida de fortes influências de um japão metropolitano e palpitar de mangas e piscadelas de olho recorrentes a hentai, então faça o favor de assistir a esta película mas não me venha depois foder o juízo que foi uma perda de tempo. Vaca!

PS: Apreciei as omnipresentes referências a Smashing Pumpkins, que Deus os tenha…

Post publicado em simultâneo com o CinemaXunga

(porque o amor nos rodeia por todos os lados)

Histórias não tão secretas

Ontem vi finalmente dez minutos daquilo que é o Secret Story. Tive a (in)felicidade de apanhar o momento em que uma miúda foi expulsa do programa e teve que revelar o seu segredo. “Fiz parte dum assalto”, diz ela, e o público aplaude logo de seguida! Não me estava a acreditar. Ela não marcou nenhum golo nem fez uma cover afinadinha dum ídolo qualquer, ela comeu um crime! O público presente aplaudiu, milhões em casa gastaram dinheiro a votar e mais ainda a garantir audiências e receita a essa fabulosa escola que é a TVI.

É com este tipo de realidade que temos que saber viver: um povo generoso mas com uma enorme falta de sensibilidade cultural e bom senso, um povo que é um petisco para os canais generalistas e até para os próprios governos que nos desgovernam. De qualquer maneira, olhemos à nossa volta. Há mais alguma coisa interessante actualmente?

O facto da nossa dívida externa já representar 3 ou 4% do nosso PIB e a iminente entrada do FMI não interessa, haveria? Claro que não, que assunto aborrecidíssimo. Não tarda estão aí e depois vamos ver a sério o que é apertar o cinto e sermos roubados. Nessa altura reclamaremos. É essa mesma dívida que Sócrates tentou vender à China. Será que já se pensou que não será só a dívida a ser vendida mas sim também poder político ainda por cima a um país que SÓ por acaso é uma ditadura??!! E por falar em China, não é que o Facebook também já censura e removeu o perfil da Esquerda Anticapitalista espanhola que preparava uma manifestação na cimeira que vai ter lugar esta semana cuja importância é tão grande que até teremos tolerância de ponto? Ridículo!

Nada disto interessa nem o facto do secretário de Estado da Protecção Civil ter afirmado na semana passada que vão começar a convocar os beneficiários do subsídio de desemprego para ajudar à limpeza das florestas esquecendo-se dos 30 a 40% que vivem à custa de rendimentos e passam as manhãs na cama e as tardes no café do Vale. Não há fiscalização, não há critério, inclusive existe corrupção. A ideia do Guterres aka Pai Natal era boa, a materialização da mesma é que sempre foi péssima e já lá vão mais de dez anos…

Enfim, claro que nada disto interessa. No entanto, preocupa e não sei que país vamos ter daqui a uns anos, a que Europa vamos pertencer e em que mundo vamos continuar a viver. Ou a tentar. De qualquer maneira, mesmo em dias cinzentos, chega-se a casa, prepara-se o jantar, abre-se uma tinto aveludado e fazemos play a temas como o de baixo. Eu disse que nada mais interessava? Claro que não…

Azevedo Silva junta-se ao cartaz para dia 8 Dezembro!!!

Pois é galera, Azevedo Silva viaja com a sua melancolia urbana desde Lisboa, para nos premiar com um pequeno set do seu novo álbum "Carrossel". Se ainda não ouviram, aconselhamos vivamente!

E, como prometido, anunciamos igualmente a vencedora do passatempo, a sô dona Patricia Marques, vencedora de um ingresso exclusivo de entrada para este fabuloso show, embebido no mais intimista espírito natalício.

E, para encerrar em beleza este 2010, quem sabe se não sairá anúncio-bomba para 2011? :)

El juego

1 2
3
4
5
6
7
8
9
10

Boardwalk Empire

Para mim, a melhor série de 2010.

Steve Buscemi e Michael Pitt em grande, estética temporal soberba, character development como deve ser, fotografia top noch e um season premiere de luxo com realização do four-eyed Scorcese (que partilha com Mark Whalberg a produção executiva da série). E apesar da narrativa estar construida em redor da afamada "lei seca", cada episódio é uma porta de entrada na estrutura política norte-americana. Muito actual!

Mimetismo

anbb - Mimikry [Raster-Norton 2010]

(grego mimetês, -oû, imitador + -ismo)
s. m.
1. Semelhança que certos seres vivos tomam, ora com o meio em que habitam, ora com as espécies mais protegidas, ora ainda com as espécies à custa das quais vivem.
2. Adaptação a uma realidade ou a um ambiente social.
3. Imitação.

Roberto Saviano dixit

“Quando um homem com uma pistola encontra um homem com uma caneta, o que leva a pistola é um homem morto.”

De que álbum é?

Grandes discos com capas más

14 novembro, 2010


A nostalgia dos anos 80 não é um exclusivo nacional, como se pode facilmente perceber pelo conteúdos de entretenimento com que somos bombardeados ultimamente. Se inicialmente era o simples revivalismo, sem justificação, hoje em dia começam a aparecer estratégias ardilosas para nos enfiarem aqueles malvados anos casa adentro. Daí a razão de existir de Rocker, um filme de Jack Black sem Jack Black. Durante 90 minutos Hair Metal e Glam Rock misturam-se com pop rock Hanna Montana, adultos convivem com adolescentes a roçar o limiar da legalidade, e música horrível cruza-se com… bem, com mais música horrível. The Final Countdown dos Europe também está lá presente, mas desde que os Europe foram cabeças de cartaz no Festival do Marisco 2010 de Olhão pode-se dizer que não há lugar onde os Europe não estejam.

O problema com todos os filmes de bandas é o esquema narrativo simplista, sempre Disney, seja qual for a origem do filme. Uma banda miserável começa a tocar numa garagem com todas as desvantagens possíveis e imaginárias. Há sempre um handycap físico ou emocional que faz dessa banda a mais improvável banda a suceder no mercado. Mas devido à grande força de vontade dos seus membros, à excepcional qualidade das suas composições, a banda começa singrar localmente. Aparece um agente que diz “gostei do que vi, vou fazer-vos universalmente famosos”. Nesta fase há a montagem animada com música heróica e bem disposta da banda a conquistar os palcos. E no milésimo de segundo que antecede o momento da glorificação mundial da banda, um dos membros sai causando um desabamento catastrófico e a morte imediata de todos os sonhos. Mas esperem, há mais… Quando tudo parece perdido, quando todas as esperanças haviam vertido para os pântanos do desespero, eis que uma situação totalmente inesperada (totalmente) faz com que esse aparente ponto negro seja o catalisador para o estrelato e da fama eterna. Final apoteótico com performance ao vivo perante uns fans tão alucinados que embaraçariam qualquer concerto dos Beatles no seu auge. Créditos finais.

Mas a verdade é outra. Quem não tem cunhas, conhecimentos, connectings ou favores a cobrar não vai a lado nenhum. É uma verdade tão universal como a protagonista de qualquer série, filme, telenovela que ainda não tenha curriculo na área ter que fazer mamadas, gangbangs e DPs para ser escolhida para determinado papel. É assim, porque eu sei que é assim… ;)

Voltando ao filme. Não, não compensa. É fraquinho. Um Jonas Brothers com um tipo a fazer macacadas. Nem música, nem qualidades técnicas, artísticas ou sociais se lhe reconhecem. É o verdadeiro degredo, um filme morto à nascença. Tivesse este filme há 10 anos atrás e eu teria adorado. Hoje em dia, na ressaca de todos os filmes com temáticas hasbeens e wanabees não tenho a mesma opinião. Mas o certo é que temos um excelente actor a enxovalhar-se e a fazer figuras desnecessariamente embaraçosas numa jogada que não lhe deve ter valido grande valor comercial.

E agora vamos àquilo que vos incomoda mais neste momento. Sim, os Europe vieram mesmo ao Festival do Marisco 2010 de Olhão. Pois, eu também acho que é um novo ponto baixo para qualquer banda rock ex-glória dos 80s que se preze, não desfazendo no Festival de Olhão que é muito interessante. No final dos anos 80 fui para lá arrastado pelos meus pais e obrigado a assistir a um concerto do Júlio Iglesias e, tirando o concerto, tinha tudo aspecto de organizadinho e decente. Aliás, do próprio Júlio Iglésias também não se pode gabar a carreira meteórica, porque um concerto organizado para os clientes do Continente de Portimão (2008) também não é propriamente um passo em frente.



O Disco Externo!















2% do meu disco externo...
Tool,Blut Aus Nord,DsO,THOU,Neurosis,Dissection,DHG...em formato rar.