31 agosto, 2009

O meu festival de verão

Antes que fique sem hipotese de postar isto. Aqui fica um singelo relato dos dias passados em Guadalest.

A viagem afigurava-se complicada e não foi pelo conhecimento prévio da dificuldade que o deixou de ser.

De comboio até Mangualde. 10 horas de carro até Alicante. Perceber que Guadalest não era assim tão perto da cidade espanhola. Percorrer Kms pelos montes em infindáveis curvas e contracurvas. Calor, muito calor... Todo este esforço para perceber que os concertos iriam acontecer num espécie de campo de futebol cinco á beira estrada...

Depois do choque inicial, passa-se o dia a suar, a explorar a pequena aldeia/vila, a aproveitar o belo do lago e a beber cerveja claro.


O calor insuportável, de directa em cima e a beber cerveja desde manhã cedo levaram á pouca paciência para as bandas espanholas levaram a um blackout total ainda quando decorria o concerto da segunda banda do dia... Quando acordei já os Colour Haze se atiravam á "Love", dando assim ínicio ao encore... Definitivamente o ponto baixo da entourage ao sul da península.


Depois de uma bela noite de sono ao relento e sob o chão rochoso do sul de Espanha, o segundo dia afigurava-se mais risonho.

Saltando a parte do sol, da cerveja e das tapas e totalmente desperto para não se repetir o desastre da noite anterior, o dia de concertos inicia-se com os CAUSA SUI, dinamarqueses integrantes da mui respeitável Elektrohash e meninos do orgulho da editora alemã a julgar pelo olhar embevecido do patrãoStefan Koglek durante todo o concerto.

Dificilmente se podia pedir um final de tarde mais perfeito, o som instrumental dos Causa Sui encontra eco nos companheiros de selo Colour Haze com um certo sabor á lá Kyuss apimentado por uma sonoridade motorika swingante e a espaços jazzística a fazer jus ás excelentes "Summer Sessions" (Vol.1, 2 e 3).


Seguiram-se aqueles que são considerados os maiorais da cena psych/stoner espanhola, os VIAJE A 800. Confesso que em disco não me aquecem nem arrefecem mas em concerto a banda afirma-se como uma autêntica locomotiva psicadélica e inspira os primeiros movimentos de copo de cerveja erguida ao céu. O idioma é que ainda me faz alguma comichão...


De seguida, um dos concertos mais esperados do festival, WITCHCRAFT!

Para quem ainda não sabe, os Sabbath (circa 1969-1972) renasceram na Suécia e ficaram mais loiros. Apostados em promover o álbum mais recente "The Alchemist", não deixaram de dar um salto aos dois álbuns anteriores transformando Guadalest num cenário de prazer e diversão pura. Dedicam uma música á Rise Above e ao patrão Lee Dorrian que incrivelmente era o gajo que está a curtir um milhão ao meu lado. Notar que no final da noite os pobres nórdicos só gritavam por Portugal (o saloismo tuga ás vezes fala mais alto).



Com a tarefa ingrata de substituir os The Heads chegam os ASTRA, colectivo que a par dos Earthless e de outra banda (da qual não me recordo o nome) formam a cena psicadélica de San Diego (Mike Eginton dixit). Os ASTRA presentearam todos os presentes com uma intensa sessão ritualística entre ecos de Pink Floyd e do Kraut de Shulze e companhia.

Apostados em promover o etéreo "The Weirding", os ASTRA reduziram para metade as rotações de Guadalest e, com "The river under" ofereceram-me a música do verão de 2009. O som progressivo da banda acabou por funcionar como ponte perfeita entre Witchcraft e Earthless.


Depois de ASTRA, Guadalest entrou num universo paralelo, os EARTHLESS preparavam-se para entrar em palco e a ansiedade duplicava ao segundo...

EARTHLESS ao vivo vai mais além do conceito de concerto e assume-se como celebração total e intransmissível. Cinco músicas bastaram para quase duas horas de diversão poucas vezes anteriormente sentida. "Godspeed", "From the Ages", "Sonic Prayer", a maravilhosa cover de "Cherry Red" dos ausentes Groundhogs e o final apoteótico com "Jull" revelaram uma banda no topo da sua forma e deixam salivar por mais, muito mais.


Apesar de todos os cancelamentos, de ser um autêntico cabo das tormentas para chegar a Guadalest, do facto do festival não acontecer no castelo, do calor insuportável e do maldito café espanhol. O festival Castel de Guadalest saldou-se positivamente e deixou muitas e boas recordações. Resta saber que coelhos vai a organização sacar da cartola, da minha parte basta que tragam aqueles que cancelaram este ano e acrescentar Electric Wizard e The Sword para valer mais uma roadtrip ao sul de Espanha.

26 agosto, 2011

BETHLEHEM - Verão & Alegria

Das terras germânicas costumam vir coisas tão díspares como salsichas gigantes, power metal gay, exércitos arianos, profetas socio-económicos da treta e, volta e meia, bandas fixes como Colour Haze e Mojo Jazz Mob.

No entanto, em meados da década de 90, um singular conjunto veio deixar a sua marca na galeria dos ilustres adoradores d'O Grande Bode com a sua escura versão do metal sugestionador de cometimento de suicídios em massa.

Tendo como figura central o baixista Jürgen Bartsch, o gajo do jévi métal que vocês mostrariam aos vossos pais para contrariar o estereótipo do "metaleiro drugádo", o seu mundinho interior (aka Alexander Welt) e a escolha de vocalistas claramente passados da cabeça, que gritam e erupcionam as cordas vocais a cada segundo, que espalham rumores sobre o próprio enforcamento e que mais tarde cantaram no 1º álbum de Brilhando, e que concomitantemente eram patrões de uma banda holandesa igualmente fixe (tão fixe que tinham nome de dinossauro), criaram o então ainda não utilizado rótulo "Dark Metal" para classificar a vertente nem-black nem-death, que levou inclusivé um puto idiota a matar-se e a polícia a bater-lhes à porta.

Além da quase constante mudança de vocalista de álbum para álbum, também a sonoridade vai-se transmorfando. Mesmo que os registos mais recentes tenham perdido a pujança suicida dos primeiros, a vibe e atmosfera bethlehemiana manteve-se sempre.

Há ainda espaço para uma data de EPs pelo caminho, participações na banda sonora do GUMMO, regravações desnecessárias com o nicolau dos brilhando e regressos aos palcos ao fim de quinzenas de anos (Under the Black Sun @_@).

Agora fica a sucessão cronológica youtubiana para se entreterem na praia a cortar os pulsos com navalheiras roubadas do arroz de marisco contaminado com E. cólicas do Ti Joaquim.

Dark Metal



Dictius Te Necare



Sardonischer Untergang im Zeichen irreligiöser Darbietung
(aka S.U.I.Z.I.D.)



Schatten aus der Alexander Welt



Mein Weg

20 setembro, 2010

Apanhados no Radar: Sleepy Sun

No radar (leia-se incursões pelo myspace), parei nestes Sleepy Sun. Sem ter ainda o disco a rular, prendeu-me o rock pesado mas bastante descontraído (stooooner), a voz masculina e feminina (PJ Harvey lança lá o disco novo rapariga!). Quem quiser uma rockalhada sem ter que fazer descontos, são só uns minutos (tira-se apenas o imposto para os ácidos do psicadélico). Uma referência musical imediata só me lembro dos Colour Haze. De qualquer forma vou testar o disco (de nome Fever). Quem já conhecer agradeço que comente. O Pedro Mendes já referiu esta tropa num post titulado Rituais Sonoros.

Ouvir

05 agosto, 2009

Guadalest

Reportagem do festival que acolheu Earthless, Colour Haze, Witchcraft, etc aqui: Acordes de Quinta

08 junho, 2009

II Festival de Psicodelia El Castell de Guadalest - O cartaz final.

24 Julho ( Sexta-Feira):

Colour Haze

Traummaschine & Beiruth

Groundhogs

Mater Dronic

Dixon II

Quid Rides?

25 Julho (Sábado):

Earthless

Astra

Witchcraft

Viaje a 800

Causa Mui

Mystic Frequency Worm

Vamos matar saudades do Roadburn? :) Ainda por cima tão perto. Mais info em:
http://www.festivaldelcastell.com/

11 dezembro, 2008

Roadburn 2009: bilhetes já este sábado

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Bilhetes
Data: Sábado 13 às 9h
Valor: 99€
Taxas: 4,35€

20 setembro, 2007

Mammatus - The Coast Explodes (Holy Mountain; 2007)

O Space-rock foi associado sobretudo, no inicio dos anos 70, a bandas progressivas e psicadélicas como os Pink Floyd ou os Hawkwind. Ouviam-se longos instrumentais dominados pela experimentação, pelo fascínio em torno da ficção cientifica entre outros despertares da mente. Insterstellar Overdrive dos Pink Floyd é um hino a tudo isso. O Stoner agarrou nas potencialidades dos ácidos psicadélicos e juntou-lhes o peso dos Black Sabbath. Os Mammatus são filhos desta curta história - a sua música faz imaginar uma jam-session entre os Sleep e os Acid Mothers Temple. Em The Coast Explodes temos longos épicos cósmicos, fantasia experimental. Sons retro e riffs quentes tão saudáveis quanto uma composição dos Colour Haze. O Stoner tocado de forma ritualista, trechos Folk e o grito que antecipa a mais gloriosa das batalhas. Solos que se prolongam e transformam durante largos minutos engrandecendo o nosso espírito. Harmoniosas explosões de supernovas.

Myspace

30 dezembro, 2006

Coisa dos álbuns e concertos de 2006

Para baralhar e voltar a dar.

Álbuns:
40. Yakuza - Samsara
39. Lamb of God - Sacrament
38. Linda Martini - Olhos de Mongol
37. Battle of Mice - A Day of Nights
36. Bardo Pond - Ticket Crystals
35. Zombi - Surface to Air
34. Insomnium - Above the Weeping World
33. Mono & Worlds End Girlfriend - Palmless Prayer Mass Murder Refrain
32. Ashram - Shining Silver Skies
31. Genghis Tron - Dead Mountain Mouth
30. Gregor Samsa - 55.12
29. Twin Zero - the Tomb to Every Hope
28. Year of no Light - Nord
27. Giant Squid - Metridium Field
26. Planes Mistaken For Stars - Mercy
25. Mogwai - Mr. Beast
24. The Sword - Age of Winters
23. Textures - Drawning Circles
22. Callisto - Noir
21. Om - Conference of the Birds
20. SunnO))) & Boris - Altar
19. Tenhi - Maaet
18. Katatonia - the Great Cold Distance
17. Mono - You Are There
16. Khoma - the Second Wave


15. Rome - Nera


14. Killswitch Engage - As Daylight Dies


13. Isis - In The Absence Of Truth


12. Tool - 10,000 Days


11. Grails - Black Tar Prophecies Vols 1, 2 & 3


10. Amenra - Mass III


09. Mouth of the Architect - the Ties That Blind


08. Intronaut - Void


07. Colour Haze - Tempel


06. Helios - Eingya


05. Envy - Insomniac Doze


04. Red Sparowes - Every Red Heart Shines Towards the Sun


03. Cult of Luna - Somewhere Along the Highway


02. Converge - No Heroes


01. Mastodon - Blood Mountain


Concertos:
01. Opeth @Hard Club
02. Enablers @Mercedes
03. Tool @Stadthalle Wien
04. Tool @Super Bock Super Rock
05. Ashram @Casa das Artes Famalicão
06. Primordial @Hard Club
07. Sunn O))) + Earth @Casa da Música
08. Linda Martini + God Is An Astronaut @Casa das Artes Famalicão
09. Comets on Fire + Caveira @Porto-rio
10. Murcof @Passos Manuel

10 agosto, 2006

Colour Haze - Tempel

Os alemães mais psicadélicos e activos do planeta Stoner estão de regresso com a sonoridade única e inconfundível que os caracteriza, mas desta vez com temas mais curtos.
A secção rítmica abafada em ornamentações jazzísticas acompanha o desenvolvimento calculado de riffs stoner corpulentos, e quase em surdina estabelece a base nos momentos atmosféricos.
Aquamaria, Tempel e Ozean são pérolas.

Não hesitem, oiçam isto: http://rapidshare.de/files/28883876/Colour_Haze_-_Tempel__2006_.rar.html

27 fevereiro, 2008

"Mahavishnu"

Aí está o primeiro dos Ondo:
"Mahavishnu" CD (PARADIGMS022)
Limited Edition of 500 copies.
£7.00 postpaid worldwide.
The majestic debut full length album from Sweden's Ondo. Intricate, textured doomed drone, blackened ambience and lush nocturnal electronica, delicately crafted into a dark cinematic vision. A shadow dreamscape of overpowering density, akin to an intoxicating fusion of early Earth, Raison D'Etre and a touch of the shimmering haze of Fennesz, perhaps? Presented as a limited edition of 500 copies only, in dvd presentation box with full colour art.