A rodar...

Os Rosetta são uma banda de post-metal interessante. Não são das melhores, a voz por vezes irrita-me mas as duas faixas que emprestam a este split são porreiras. Já os Balboa são a banda mais horrível que ouvi nos últimos tempos. Conseguem enganar durante os primeiros riffs da primeira música mas depois…

Paredes de Coura, 19 de Agosto de 2004. Fui sobretudo para ver Mark Lanegan e saí de lá apaixonado por estes gajos. Que concertaço debaixo de chuva…
Depois do acústico Howl que demonstrou a flexibilidade destes tipos em fazer o que lhes dá na cabeça sem perder a qualidade, este Baby 81 é um regresso à veia mais roqueira do grupo. Talvez não seja tão bom como os dois primeiros, talvez. Talvez este álbum tenha duas ou três músicas a mais, talvez. Mas mesmo assim, o rock & roll está de volta. E alguém ainda se lembra daquele rock revival de 2000/2001? Pois, ao fim de 7 anos esta é a única banda capaz de rockar…

Os Boris, provavelmente a minha banda japonesa preferida, são uns irrequietos. Acho que nem eles devem ter a noção do tamanho da discografia deles. Desta vez repetiram a colaboração com o também japonês Merzbow (o gajo que edita sempre o mesmo disco). O resultado é uma cover dos Beatles "I Am the Walrus" e uma barulhenta “Groon”. Coisa para fás, portanto. E a julgar pelo que já vi, o artwork é delicioso.

Electrelane – No Calls, No Shouts (2007)
A carreira destas meninas podia-se separar em A.A. (Antes de Axes) e D.A. (Depois de Axes) pois esse maravilhoso álbum foi um marco do ano de 2005. O primeiro D.A. não seria então tarefa fácil mas... Faltam uns riffs, falta-lhe algo de épico, algo mesmo marcante, tem uns coros a mais mas é um “grower” e quanto mais se ouve melhor. Prefiro-as mais experimentais e menos pop mas a verdade verdade é que eu não as consigo julgar álbum a álbum, gosto delas e pronto. Já vinham cá…
Neurosis - Given To The Rising (2007)
Pais e Senhores de um género que muito me agrada, os ENORMES Neurosis regressam com mais um EXCELENTE álbum. Poderoso, coeso, pesado… quase perfeito. Não esquecer a mão de Steve Albini, o mérito também é dele (ninguém grava baterias assim!!). Jorge/ Pedro, fico à espera de uma review mais aprofundada e merecida \oo/

Rob Crow andava numa fona entre os Pinback e os The Ladies e decidiu abrandar com este seu terceiro álbum a solo. Passou mais tempo em casa, foi pai e este Living Well é um reflexo de toda essa mudança. Bem disposto, riffs simpáticos, canções primaveris, esta nova edição da Temporary Residence está a ser uma surpresa muito agradável.
10 Comments:
Ainda não ouvi o Split de Balboa e Rosetta, mas o álbum de rosetta é muito bom, bem como a voz!
BRMC passo à frente, Neurosis estou a tentar não ouvir, nem sei bem porquê, mas são tantas as coisas que para aqui tenho que quando esse disco entrar em rotação o resto vai-se evaporar... E Rob Crow tem uma capa muito gira :-s
Gosto destes posts... Balboa e Rosetta não conheço. BRMC lembro-me do primeiro disco ter um arranque poderoso com grandes rockalhadas, depois disso nunca mais segui o rasto dos gajos... vai ser desta. Quanto aos Boris são de facto das melhores bandas do momento e ainda vão dar uma tareia aos Acid Mothers Temple no que diz respeito a consecutivos lançamentos.... Já o Merzbow é um um facto de que grande parte da sua discografia é insípida, ruídos brancos que não provocam mais que repulsa, mas por outro lado existem alguns discos que merecem ser descobertos, talvez começando pelas várias colaborações que o homem foi fazendo... (e não, ele não grava sempre o mesmo disco). Gosto muito das Electrelane todos os álbuns delas são porreiros mas ainda não ouvi o novo. Neurosis é o que sabe, são os maiores e este disco é só mais um manifesto para ninguém lhes roubar o trono.
"Neurosis é o que sabe, são os maiores" \oo/
Rob Crow é viciante.
Pois, no sábado puseste a tocar lá na loja eheh ;)
Pedro, estava a ser irónico em relação a Merzbow mas, apesar de o respeitar como músico, aquilo soa-me sempre igual e chega-me até a mexer com os nervos :P
Crest, quando é que vais ouvir Neurosis pá??
Eu não tenho pachorra para Merzbow.
Neurosis só quando vier de férias.
Mais vale resistires e ouvires só quando sair. Por falar nisso, quando sai? 5 de Maio não é?
É em Maio mas não sei o dia.
Em certa parte concordo contigo André... O movimento noise actual está mais sobre o estatuto de hype do que outra coisa. A net veio ajudar a difundir aquelas edições limitadas muito usais nos artistas noise, não é só o Merzbow que tem uma discografia enorme, lançando sempre vários discos por ano. Hoje em dia é muito fácil colocar um disco cá fora nem que seja por uma netlabel. Bandas destas acumulam horas de jam-sessions, vão juntando amigos e depois ficam com material para dezenas de edições(ahah). Alguém que acompanhe a actividade do Merzbow realmente deve ser uma pessoa estranha(just kidding). Estranho, ou não, já surgem é bandas como os Jazzkammer, Wolf Eyes, Yellow Swans em grandes festivais...
Pode ser estranho mas não deixa de ser louvável...
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