09 Fevereiro, 2010

Birdmachine - Alle Stillen Volker

Achei que deveria partilhar este album com o mundo, ou pelo menos com os leitores aqui do estabelecimento.

Birdmachine é um dos novos projectos que Oliver St. Lingam (sim, é mesmo o nom de guérre dele) dos Phallus Dei arranjou para se entreter e este album é o resultado da coisa.

Eu não sei se gostam de Legendary Pink Dots mas, se ouvirem este album, vão reconhecer uma certa sonoridade característica deles (talvez esteja relacionado com o facto de ambos terem elementos holandeses, não sei)... o que neste caso, não sei bem como, nem resulta mal; quero dizer, é arriscado fazer qualquer coisa que as pessoas poderão confundir com outra banda mas, como disse, até resulta.

Este album possui uma sonoridade coesa e bem construída.
Não há nada de excepcional neste album, nem vem adicionar nada de espectacular à História da Música é um facto, mas que é agradável ao ouvido é.

Recomendo em particular a primeira modinha - que tem o seu quê de tétrico no modo como os arranjos foram feitos - Golgotha, e acho que é uma boa música para ficar com uma ideia do resto do album: synths simples, muitas camadas de ruídos simpáticos (e melódicos mesmo), percussão eficiente e uma voz absolutamente cativante que vai contando a história.

Numa nota paralela (já agora) não deixem de ir dando uma vista de olhos pelos Phallus Dei que, recentemente, se aliaram ao John Walker (dos Walker Brothers, com o Scott Walker e afins) e andam a fazer coisas giras como ilustra a faixa "Will You Come Now" (que faz parte do filme "Sommertag" de Heiko van der Scherm).

O próximo album (acho que ainda não saiu) chama-se "A Day in the Life of Brian Wilson" e pode ser ouvido, de modo legítimo e com o aval do Sr Oliver, no blogue do amigo Brad Miller; não tem nada que saber, clicar e andar :)

Até logo!!!

08 Fevereiro, 2010

Há quem diga que hoje viu o Cisneros no Porto...


Rob Lowe aka Lichens aka terceiro elemento dos Om + BANDA SURPRESA.
Plano B, Porto
Amanhã
22h
6€

Jogo do costume: o resultado

1 Saint Vitus 2 Phill Niblock 3 Last Exit 4 Kevin Drumm5 Joe McPhee 6 CAVEIRA 7 Agricultor Debaixo do Tractor 8 Jim O'Rourke 9 Godflesh 10 Hairy Bones 11 Electric Wizard
Resultado:
Susana 3
Zé Pinho 3
Zatoichi 3
Crestfall 10
Ricardo 13
Carlos 3

Especial Amplificasom @ SWR XIII


Hélder Costa \m/

Aquilo que mais gosto...

Vamos por partes: um concerto promovido pela Amplificasom é um concerto onde a Amplificasom é responsável por tudo (negociações, promoção, produção, etc); um concerto agenciado é um concerto onde apenas me certifico de garantir as melhores condições possíveis para x banda, a promoção/ produção fica ao cargo de outro promotor; um concerto recomendado e/ ou apoiado significa que apenas sugerimos esse evento ao público que segue a Amplificasom. O concerto de sexta inseria-se neste último formato.

Aquilo que mais gosto nos Katabatic é o facto de terem algo diferente no meio de tantas bandas iguais. Por vezes parecem-me fora de tempo, os temas terminam sem nos avisarem, certas partes parecem longas demais... Quem lê pensa que são defeitos, eu cá adoro e é nestes detalhes que sempre que os vejo ao vivo não me aborrecem. Os ingredientes estão lá, a maneira de cozinhar é que é muito própria e quando se tem algo cozinhado de forma única ou se adora ou se odeia. Eles não têm nenhum problema com isso, eu também não.

Aquilo que mais gosto nos Löbo é o potencial de se destacarem e afastarem da convencionalidade do pós-tudo. São uma banda nova com temas muito porreiros, têm um concerto coeso, e se acertarem na direcção que devem seguir podem vir a ser uma banda marcante. Os primeiros passos estão dados, venha agora o EP pela Major Label.

Foi uma excelente noite de sons nacionais que embora tenha pecado pelo seu atraso não deixou de ser uma noite bem passada. Voltem sempre Löbos e Katabatics!!!

As fotos são do nosso Jorge Silva.

07 Fevereiro, 2010

Kenaz, Gebo e Wunjo (Kashf)

Kenaz, Gebo e Wunjo; hoje falo de três runas e completo o primeiro aettir.

Kenaz é o archote que ilumina, mas é igualmente o domínio da tecnologia. O fogo do altar, da forja e da pira.
Esta runa é a da Prometeu, de Lúcifer e de Loki. Dos que desafiaram os deuses e partilharam o conhecimento com a humanidade.

É a runa de Hermes por excelência e no processo alquímico, seria o solve do solve et coagula.

Gebo é a prenda. A dádiva da consciência, da forma e do sopro vital.

O acto de dar fortalece os laços. É a runa do intercâmbio de poderes.

Por fim, wunjo.

Esta runa representa a alegria dos que se unem com objectivos comuns. Dos que partilham e assim fortalecem laços.
Wunjo simboliza também a harmonia, não só pessoal e interior, mas também com o ambiente, exterior.

No solstício passado convidei umas pessoas para um evento na Fábrica de Som, chamou-se Kashf.

Kashf é um conceito Sufi que define um estado de iluminação obtido pela sinceridade. Abrindo o coração é obtido conhecimento divino.

Tocámos - foi improvisado, alguns nem se conheciam antes de tocarem - durante duas horas e foi muito divertido, sem dúvida.
Tínhamos músicos (e não só) para todos os gostos: João Filipe (de inúmeros projectos para os mencionar todos) na bateria, Franklin Pereira na sitar, João no didgeridoo, Pedro P (dos Structura) com coisas electrónicas, Pires com barulho, Paulo (Arcano Zero) com vozes e efeitos, eu com samplers, incenso e APC e o Francisco Cardoso com vídeo e strobes.

Fica um vídeo com um bocado do Kashf para ilustrar as três runas: a obtenção do conhecimento, a dádiva e a alegria.

05 Fevereiro, 2010

Raidho - Carmen of the Spheres (Greg Fox)

Hoje trago-nos uma runa difícil de explicar e, mais ainda, de musicar.

O conceito presente nesta runa é simples ainda que complexo: raidho representa a ordem cósmica e simboliza todos os movimentos cíclico/ritmicos.

Os Hindus chamam rtá a esta ordem, e esta encontra-se na génese do conceito de dharma.
rtá é a moralidade e a justa lei universal.
Deificada tornou-se patriarca da Justiça e da Correcção.

A deusa Maat dos egípcios pode ser vista como tendo raidho como um dos seus atributos, na medida em que é ela que governa as estrelas, as estações e as acções dos mortais e dos deuses; foi ela quem deu a Ordem ao Universo quando este se encontrava mergulhado no Caos.

Runa dos movimentos ritmicos é-o igualmente da música e a escolhida para a demonstrar é uma abordagem de Greg Fox à ideia de Musica Universalis, um conceito desenvolvido inicialmente pelos Pitagóricos nos durante as suas deambulações místico-matemáticas.

Assim, o Sr Fox compôs a sua Carmen of the Spheres partindo da análise dos ciclos orbitais de cada um dos planetas do nosso sistema solar, bem como das suas frequências e, desacelerando e reduzindo o timbre de um modo harmónico, (exposto de maneira detalhada na sua página) o suficiente para os tornar audíveis.

Requer alguma paciência mas é uma boa concretização de um conceito muito interessante e é de audição obrigatória.

Vemo-nos logo?

Bem me parecia... Excelente noite que se avizinha: bandas porreiras, malta amiga, bilhete baratinho... Até logo em mais um concerto apoiado pela Amplificasom.

Faz hoje uma semana...

...que dei um salto a Paços de Ferreira para falar com o Ricardo e o João. Duas horas cheias de música e muito bem passadas. É para repetir!! Se não ouviram e fazem questão é só ir aqui: IndieFrente

O III Festival de Rock & Psicodelia já tem data e bandas confirmadas

III Festival de Psicodelia El Castell de Guadalest
Dias 30 e 31 de Julho 2010

As bandas confirmadas até agora já deixam água na boca, vamos lá ver se é desta que vou.

Ainda no rescaldo: em LX foi assim







04 Fevereiro, 2010

Alexander Hacke - Doomed

Já tinha visto/ouvido isto de passagem mas hoje lembrei-me novamente.

O conceito era que sete músicos providenciariam a música para uma peça de sete artistas.
Alexander Hacke - membro dos Einstuerzende Neubauten - é o autor desta banda sonora, realizada para a fotografia de Tina Winkhaus.

Como se pode ouvir no site, o som parece ser brutal mesmo.

Ansuz - The Seahorse Rears to Oblivion (C:93)

O nome dá-lhe a filiação divina, dos Ases em particular (os deuses escandinavos tinham dois clãs, Ases e Vanir).

A quarta runa do Futhark relaciona-se com o Sopro Divino, o que dá Vida e remete-nos para o episódio em que os deuses Vili, Vé e Voden dão forma, atributos e sopro aos primeiros homem e mulher que criaram (a partir de duas árvores, Ask e Embla eram os seus nomes).

Esta runa evoca também o poder da Palavra, o Logos criador do célebre "no início era o Verbo". É o veículo do Poder mais do que o Poder em si.

Ansuz é o Mercúrio do contexto rúnico: o mensageiros dos deuses.

Se fosse uma carta de Tarot, seria o Hierofante, a voz de Deus que nos dá o conhecimento e o entendimento.

Pois como Hierofante sempre eu vi o Anok-Pe-Gato-Cóptico-David-Michael-Bunting-Tibet e ele, no final de contas, proclamou-se "The Very Voice of the Very God"; pois quem melhor que ele para ilustrar a ansuz?

"The Seahorse Rears to Oblivion" é uma daquelas músicas de Current 93 que sempre me deixou pensativo. Não tem a carga apocalíptica habitual neles, tem sim, o fervor delirante de um homem que entende o cristianismo de uma maneira muito pessoal - talvez lhe chamassem herege há uns séculos - e que nos relata uma Cosmogonia muito sombria... isso, e é uma das coisas mais bonitas que já li.

O tom é absolutamente sóbrio (é uma música dos tempos do Soft Black Stars) e musicalmente, fortuita coincidência, assemelha-se a um ciclo respiratório com os seus drones assentes numa guitarra (Michael Cashmore, se não estou em erro) com o echo em modo swell (existem quatro versões desta música, mas são todas idênticas).

"When God created the worlds they were before then, without form
A void except in his own great eye which had already seen everything that
was, is and will.
The first thing he created I believe though the bible does not tell us so
Is children's crying(...)"

Vem aí material novo, com a cifra "BS:SO" este novo albúm "is unlike anything C93 have ever manifested before" de acordo com o próprio.

Hell, eu estou a pagar para ver o que ele vai fazer agora- literalmente, como sempre com os fãs de Current 93 :(

(Capa da versão bootleg do amigo João. Sem a edição dele, os Current 93 não teriam decidido reeditar esta música. Com uma tiragem de 93 exemplares, com um só lado gravado, esta edição é das raras Crest ;) mas não estou a oferecer)

Concertos a esgotar convém reservar

Amplificasom recomenda:
LÖBO + KATABATIC
5 de Fevereiro, sexta (amanhã!!!)
Fábrica de Som, Porto
22h - 5€
Obs: Primeiro concerto em nome próprio da promessa instrumetal Löbo e o regresso dos Katabatic à Fábrica com EP à vista depois da partilha de palco com os Orthodox em 2008.

Amplificasom apresenta:
LICHENS + BANDA SURPRESA
9 de Fevereiro, terça
Plano B, Porto
22h - 6€
O bilhete de Lichens poderá ser usado como vale de desconto de 2€ no concerto de Kylesa mediante apresentação do mesmo e do BI (implica sempre reserva).
Obs: Terceiro elementos dos Om, viagem imperdível!

Amplificasom apresenta:
MONO
10 de Março, quarta
Serralves, Porto
22h - 15€
Obs: Concerto esgotado!

Amplificasom & I Am Rock apresentam:
RUSSIAN CIRCLES + TBA
16 de Março, terça
Plano B, Porto
22h - 10€ (reserva/ lojas) / 12€ (porta)
Reservas para amplificasom@gmail.com, bilhetes em breve nas lojas.
Obs: com o Geneva fresco, o regresso ao Porto promete um concerto ainda mais suado que aquela noite...vocês sabem, aquela...

7 de Abril haverá concerto, anunciaremos em breve!!!

Amplificasom apresenta:
KYLESA + DARK CASTLE
10 de Abril, sábado
Porto-Rio, Porto
22h - 12€ (preço único para um concerto único)
Últimas reservas: amplificasom@gmail.com, bilhetes em breve nas lojas, nós avisaremos.
Obs: palavras para quê?

Amplificasom apresenta:
MOUTH OF THE ARCHITECT + TBA
22 de Abril, quinta
Porto-Rio, Porto
22h - 8€ (reserva/ lojas) / 10€
Reservas para amplificasom@gmail.com, bilhetes em breve nas lojas.
Obs: filhos de Isis e afins, são das bandas pós-metal mais intensas em palco e das poucas que ainda vale a pena seguir.

Especial Amplificasom @ SWR XIII
1-05 CELESTE
2-05 ZENI GEVA
Obs: info em myspace.com/swr_fest
Amplificasom apresenta:
ALTAR OF PLAGUES + TBA
6 de Maio, quinta
Fábrica de Som, Porto
22h - 6€ (preço único para um concerto único)
Reservas para amplificasom@gmail.com
Obs: Depois da passagem por Panoias e Lisboa, os irlandenses AoP vêm apenas ao Porto dar um concerto intimista e caloroso.


+ NOVIDADES EM BREVE!!!!!

Heliocentric e Anthropocentric

Isto vai, garantidamente, ser bom, não só pelas amostras, mas também porque uma vez mais o conceito promete.

The concept at the base of both albums is a critique of Christianity from different philosophical and personal angles.
While the songs, art and lyrics of "Heliocentric" tell the story of the rise of the heliocentric world view and its effects on Christian belief from medieval times to Darwin and Dawkins, "Anthropocentric" challenges the views of creationists and other modern fundamentalists who still believe that the earth is at the center of the universe.

Toby Driver sobre o Coyote

"On this one, I wanted to use the aesthetic of 80's art-goth electric bass - bridge picking, lots of chorus, and frequent use of the open G string - in the context of modern-composition as opposed to straight-up riffs. The two main bands that influenced my perception of that sound were The Cure and Faith And The Muse. Melodically, I was influenced by the amazing trumpet tone of local composer Tim Byrnes, the soprano sax playing of another of our local composers, Matthew Welch, and then the Mujician and/or Ornette sax/trumpet unison duets of the 60s. The darkScott Walker you hear is definitely intentional, and I think the Goblin is just a result of the gear we used (Korg Poly6 in this case). I'm trying to reclaim goth for those of us who love the aesthetic but want something more sophisticated. We all were reading the Vertigo comic "House of Mystery" while in session, too. ha!?"
Toby Driver in Brooklyn Vegan

Sexo Navi

Mesmo com um argumento super mastigado e uma banda sonora horrível, os efeitos visuais inovadores levaram Avatar ao pódio do filme mais rentável de sempre. Infelizmente, pouco se viu como a espécie Navi se reproduzia por isso fica aqui um vídeo cheio de amor. Cortesia do homem que sabia demasiado.

Jogo do costume

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03 Fevereiro, 2010

Thurisaz - Reign I Forever (Blood Axis)

Thurs era o nome que era dado aos gigantes, os inimigos dos Deuses e da Humanidade (lembram-se da uruz e daquela coisa de fazer o Mundo do corpo do gigante...).

Estes representam as forças telúricas profundas, a acção pura e a vontade instintiva.

Em 1989 o então jovem Michael Moynihan, enrijecido pela violência sonora inspirada por Throbbing Gristle, SPK e Whitehouse do seu projecto Coup de Grâce, bem como pela sua própria vida após a residência de dois anos com os belgas Club Moral, dá por si no mítico concerto de NON em Osaka e a colaborar no "Music, Martinis, and Misanthropy" do Boyd Rice.

O rapaz já não era novo nestas andanças por essa altura, e para além do seu Coup de Grâce, também tinha dado uns toques com os Sleep Chamber lá na Boston natal, e, tendo passado uma boa parte da sua vida entretido a fazer osciladores e pedais de efeitos caseiros (quando não estava a fazer fotcópias de mail art chocante) estava mais do que pronto, encontrava-se num limiar.

O mítico concerto de Osaka. Foi poderoso como se espera de NON desses tempos; cheio de acção pura e vontade instintiva :)

É este o ano (1989) que vê a formação dos Blood Axis.
Esta quebra formal - de power electronics para uma abordagem mais neo-clássica - ilustra muito bem um dos conceitos da runa Thurisaz: um veículo para quebrar os obstáculos que surgem, de modo a que novos começos possam ter lugar.

Os Coup de Grâce foram a força bruta necessária para que os Blood Axis surgissem.

Como símbolo dos gigantes, é também um de Thor, o eterno guardião que com o seu martelo Mjollnir defende a Humanidade e os Deuses.
O tão infame logotipo dos Blood Axis é uma cruz formada por quatro Mjollnirs, o que não deixa de ser significativo.

Thor é o derradeiro obstáculo para os gigantes. Estes almejam destruir os Deuses e a Humanidade mas entre eles e estes, está Thor com o seu Mjollnir.

A runa thurisaz é o gigante e a morte do gigante.

"Reign I Forever", escrito por Henry Wadsworth Longfellow, e uma das músicas do LP de estreia "The Gospel of Inhumanity" é a música escolhida para a thurisaz.

Uma bela samplada de Prokofiev, um baixo tocado com máquina de barbear - juro que é uma máquina de barbear e não um ebow - e a cavernosidade do Michael em toda a sua glória dão a esta música uma carga dramática à qual não se fica indiferente.

"(...)Force rules the world still
Has ruled it, shall rule it;
Meekness is weakness
Strength is triumphant
Over the whole earth

Still is it Thor's-Day!(...)"

---

Os Blood Axis estão de volta - por falar neles - com um album que vai sair no inverno chamado Born Again e, entretanto, com um 7" split de Blood Axis e Andrew King que deve estar a começar a ser distribuido por aí - a data de lançamento era Janeiro.

Cantadas em "mittelhochdeutsch", um antepassado do alemão, estas canções dos séculos XIV e XV dificilmente irão agradar àqueles fãs que se habituaram à postura mais marcial dos Blood Axis.
Vi-os no início do ano passado com os Sangre Cavallum e achei grande malha.
Fazia todo o sentido tocarem juntos, levando em consideração o repertório de folk tradicional que se ouviu.

dijei sete

O outro tópico fez-me pensar na seguinte pergunta: qual o vosso dj set de sonho? Músicos, políticos, actores, vizinhos e vizinhas, vale tudo. Digam-me qual a pessoa/ personagem que gostariam de encontrar um dia destes a passar som.

Vig O)))





Obrigado Chiu.

Concorrência ao Attila ou como um par de mamas pode vender


Todos os dias cai spam no mail, mas este da FHM chamou-me a atenção. Pelos vistos, uma dj chamada Mari Ferrari vem a Portugal para uma serie de errrr...concertos e o seu fato (ou a falta dele) é concorrência desleal aos do Attila.

Enquanto que o vocalista dos Sunn é das coisas mais originais que já vi (em Lx também usou a máscara branca?), já esta Ferrari faz-me perguntar se a malta vai pela música ou porque o bilhete inclui um par de mamas.

Som pós-Sunn O))): King Midas Sound


the earth will kill you if you try to kill it
your body heals you if you discipline it

in this time we have to live with earth
stop the relentless pursuit of money
everyt'ing have a soul
rivers, stones, plants, and trees all living
their power can be used and good, or destroyed
we shall all live again through births and deaths, spirits persist
live simple
you can't sell the earth for profit
it's to live, not to sell
the earth will kill you if you try to kill it

it's a long time now we organic
dem so called called scientists now catch on
why they wanna call we thinkin' primitive
when they first thought these drugs to poison
and look how they poison all the water
and sellin' it back to us in plastic bottles

the earth will kill you if you try to kill it
your body heals you if you discipline it

my stomach is no graveyard for the dead
plant t'ings, herbs, yams, callaloo
t'ings that come from the dust
[hu]man come from the dust
so you thought the west could make a system to live?
well, now we'll see who dead first
one thing i know, my liberty is my liberty

you see, my grandmother anytime she was sick
she would dream what see need to eat
and wanna talk abou' medicine?
she was in touch
she say all animals in the world could do this
why not [hu]man?
but it seems we lose this ability
just to keep in touch with what we need to live

the earth will kill you if you try to kill it
your body heals you if you discipline it

Rock-A-Rolla 24

A Rock-A-Rolla é uma revista Inglesa dedicada ao avant-rock, metal, noise, sonoridades experimentais e a todos os artistas que estejam de algum modo a estimular o mundo da música e a demolir fronteiras. É uma revista abrangente, que reúne uma excelente secção de notícias, artigos sobre música, entrevista e resenhas a discos e filmes, assim como nos faz chegar o que de mais excitante se passa nos palcos de Inglaterra e um pouco por todo o globo. Numa edição bi-mensal, totalmente a cores e com aspecto de coleccionáveis, a Rock-A-Rolla tem vindo a assegurar distribuição num número cada vez maior de países (Canadá, EUA, Japão, Austrália, e vários países da Europa). Em pouco mais de ano tornou-se numa das publicações mais faladas e elogiadas por todos aqueles que se interessam por música e seguem a sua evolução, tendo já adquirido estatuto de culto. Khanate, Justin Broadrick, Melvins, Mike Patton, Sunn0)) + Boris, Dillinger Escape Plan e Isis foram alguns dos artistas escolhidos para capa da Rock-A-Rolla, pelo que podemos esperar novas escolhas impares e muitas surpresas fascinantes…
A Rock-a-rolla tem distribuição exclusiva em Portugal via Amplificasom.

Rock-A-Rolla 24
Liars: Post no-wave oddballs discuss their latest masterpiece Sisterworld in our massive cover story!
Mike Watt: Minutemen legend talks new projects and ‘Ig’ &The Stooges!
Pyramids: Mysterious Hydra Head crew go guest-crazy on their latest set with Nadja!
White Hills: New York space-heads talk jellyfish and psych!
Motorpsycho: Norwegian legends look back on two decades of rock, improv and Russ Meyer!
The Tenebrous Liar: Famed music photographer Steve Gullick swaps camera for guitar!
Plus: Dethscalator, These Monsters, Wicked King Wicker, Sankt Otten, Dÿse, Profound Lore, over 100 album, vinyl, DIY and live reviews!

Encomendas
5€ (concertos Amplificasom)
6€ (via CTT azul)

Isis em palco c/ Mika Rättö (Circle)

02 Fevereiro, 2010

Uruz - Moth (Acre)

A runa uruz está associada ao bovino cósmico Audumhla e este, ligado intimamente ao gigante Ymir, que foi o primeiro dos gigantes bem como a origem do primeiro homem e mulher.

Foi através do leite de Audumhla que Ymir se alimentou e foi com o gigante Ymir (com o seu corpo, literalmente) que os três deuses Vili, Vé e Voden (Odhin) fizeram o Mundo.

Esta vaca é a materialização simbólica das tensões criadoras do Fogo e Gelo eternos; ela está no Ginnungagap, no berço de todo o potencial da criação.

Recentemente descobri o Sr Aaron de Portland, que sob o nome de Acre nos presenteia com drones minimalistas e hipnóticos.

Usando um sampler, algum feedback da mesa de mistura e diversos processadores de efeitos, Acre é uma exploração que expande os limites da consciência dos seus ouvintes.

O tema que associo aqui à runa uruz é o Moth (do album Candyflipping), cujo panning inicial (entre outras coisas) evoca em mim a imagem das forças antagónicas do
Muspelheim e do Niflheim a convergir para o abismo primordial, do qual surge um princípio ordenado.
De igual modo, nesta música o som original vai começando aos poucos a (re-)construir-se em pequenas camadas uniformizantes estruturadas que denotam um ordenamento superior.

Falta uma semana e vai ser tão bom


Lichens
9 de Fevereiro
Plano B, Porto
22h
6€


Maximum volume yields maximum results!!!