12 fevereiro, 2009

Callisto, versão 2009

Tal como se antecipava isto está bem diferente, sem dúvida. Num salto incomparavelmente maior do que aquele dado do True Nature Unfolds para o Noir. A predominância das vocalizações limpas e melódicas não deve constituir surpresa para quem já tinha ouvido a Covenant colours no myspace há uns meses atrás. Há momentos em que me lembra Layne Staley dos Alice in Chains, noutros o Mike Patton por alturas do The Real Thing, e o fantasma de Matthew Bellamy dos Muse também paira por aqui, além de ser capaz de me lembrar outras coisas que não consigo enumerar. Isto não quer dizer que não tenha personalidade, e até é um elogio, o meu problema é com a quase completa apropriação e controlo que a voz tem sobre a condução dos temas. Há alguns momentos poderosos em alguns temas como Stasis ou Drying mouths, mas são a excepção, e no geral senti a falta de partes instrumentais mais alongadas e intensas. Não estou no entanto a afirmar que Providende é um mau disco, nada disso, quando ouvi a Covenant colours no myspace achei-a bem mais insossa do que agora no contexto do álbum, é um disco para crescer, e é um disco com alguns méritos, principalmente o de se arriscar a seguir numa direcção distinta da carruagem post-metal.

9 Comments:

At 12.2.09, Blogger ::Andre:: said...

Estou curioso, muito...

Gostei da Covenant, deixa lá ouvir o resto.

 
At 12.2.09, Blogger quietdropsedit said...

basicamente isso. também fiquei colado na stasis e na ultima faixa.

 
At 12.2.09, Blogger Sasugaya said...

a ultima faixa ta muito boa sim senhor. A Covenant tambem me pareceu melhor no contexto do album. Só acho exagerado a cena da voz te fazer lembrar o Patton e o Bellamy, mas pronto, tu la tens as tuas fantasias, xD.

Bom album como ja tinha comentado, mas os Callisto q conheciamos ja eram

 
At 12.2.09, Blogger naSum said...

Não foi só a ele que fez lembrar o Patton. Antes de ele sequer falar já me tinha feito lembrar. Em faith no more

 
At 13.2.09, Blogger Scometa said...

Esta álbum vai certamente crescer. Para a primeira audição adorei o arrojo deles. Acho que a maior parte do pessoal que não gostou foi pela diferença enorme de sonoridade entre o Noir e este.

Continuo a achar que vai ser uma das revelações do ano.

 
At 13.2.09, Blogger Crestfall said...

Verdade, o tema Providence é muito porreiro!

Tive agora a ler os créditos do álbum e afinal não só parece o Patton como é mesmo o Patton, o homem é convidado

 
At 13.2.09, Blogger Tiago Esteves said...

Este é daqueles álbuns que está a crescer aos poucos. Mas não está a ser fácil. Adoro o Noir e não queria que fizessem um Noir 2, mas há coisas neste que me desagrada, principalmente, como tu dizes as vozes limpas. Estão mto presentes, demasiado, e não gosto do tom :\

 
At 17.2.09, Blogger Catacombo said...

Estou a gostar muito do álbum e penso que foi uma boa mudança. Acho engraçado algum pessoal que há já algum tempo reclamava por "uma lufada de ar fresco" nesta sonoridade, estejam agora insatisfeitos quando surgiu um não óbvio "Noir" pt2.
O minuto e meio inicial da "In Session" é lindo. :)

 
At 2.3.09, Blogger BAD-RELIGION said...

É lindo! um dos albuns do ano, este o de MONO e o de IREPRESS!! :D

O reterirar quase total do berro foi uma ideia genial, a voz está fabulosa agora! :)

 

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