12 julho, 2010

O Momento

Olhando para trás sou capaz de conseguir lembrar-me do exacto momento e de qual o disco que me fez entrar no tipo de sonoridades que oiço actualmente. Óbvio que alarguei muito os horizontes e nem oiço a banda em questão actualmente, mas lembro-me que foi o meu primo que um dia me emprestou uma cassete em que estava gravado o "Ceremony of the Opposites" dos Samael. O impacto foi tremendo, era completamente diferente de todo o que andava a ouvir, que sinceramente nem era grande coisa, porque a atenção à música nem era extrema.

Também conseguem lembrar-se do exacto momento e do álbum em que perceberam "é isto que quero ouvir e é isto que me vai formar musicalmente"?

13 Comments:

At 12.7.10, Blogger Neuroticon said...

Existiram muitos momentos, para muita imersão em muitos graus de música diferente...

Mas o primeiro está marcadíssimo!
Foi uma cassete original que uma prima me emprestou... In Utero! Tinha eu uns 9 anos... Agora passam-se anos sem ouvir o disco, mas ainda gosto muito dele!

 
At 12.7.10, Blogger vincent moon said...

totalmente, o salisbury dos uriah heep. http://www.youtube.com/watch?v=AnKgvOKnIgs - este tema não desgruda.

 
At 13.7.10, Blogger Scapegoatt said...

Eu ainda tenho a minha primeira cassete (de fita castanha, pq de fita preta era considerado um luxo :P ) que tem Led Zep - "IV" de um lado e Twisted Sister - "You Cant Stop Rock And Roll". Foi por ai que tudo começou cmg. O que me levou para sonoridades mais extremas foi o "Beneath the Remains". De Samael o meu favorito é mesmo o "Passage". Uma verdadeira perola. Quando vi o video "Jupiterean Vibe" fiquei "blown away". Ainda hj....

Cá vai o xelente video: http://www.youtube.com/watch?v=AtlnsjVDV4c

 
At 13.7.10, Blogger nuno Koglek said...

Depois de ouvir muita 'rádio cidade' até me fartar, e da minha mãe me proibir de ver televisão, tive de me virar para os discos do meu pai, isto aos 10 anos. The Wall dos Pink Floyd lançou-me numa obsessão pelo rock.
Mais tarde quando fui descobrindo os outros álbuns dos Floyd, ficou o gosto pelo Psych que dura até hoje :)

 
At 13.7.10, Blogger tremulant said...

A ideia que tenho é que comecei a prestar mais atenção à musica com o rock que ia passando na radio - os singles do Get A Grip dos Aerosmith e de Use Your Illusion I/II de G'n'R.
Mais tarde fui descobrindo outros estilos, e hoje ouço quase de tudo.. mas mantenho-me mais fiel ao rock/metal.

 
At 13.7.10, Blogger Bruno said...

4!
Comecei a dar atenção à música mais afincadamente com o Smash dos Offspring e o Ten dos Pearl Jam. O primeiro já não oiço há uns bons 13 anos, o segundo ainda gosto, mas a cena dos Pearl Jam esmoreceu muito nos últimos 10 anos!
O Aenima dos Tool foi o que me começou a fazer mais atenção ao que ouvia e a procurar algo mais do que letras nas músicas.
Mas "O ALBUM", "A CENA", "O MOMENTO" como é o titulo do post, foi a verdadeira chapada na cara: Mr. Bungle - Disco Volante. Mudou completamente a minha concepção inocente de música. Perdi anos a tentar discernir que título (e só os t´titulos eram uma surpresa: Everyone I Went to High School With Is Dead) correspondia a que tema porque tinha gravado numa k7 de 90 minutos e não distinguia uma faixa da outra dada a maradice do album.
Entretanto já ouvi coisas mais complexas e continuo a ouvir coisas mais easy, no entanto o Disco Volante foi o momento!

http://www.youtube.com/watch?v=pPXeOR4oCoA

 
At 13.7.10, Blogger Vera Viana said...

Motörhead e (blaargh!) Motley Crüe para começar, ouvidas agora, não terão sido grandes pérolas, mas melhoraram com os Iron Maiden e "The Number of The Beast".
Mas nada me convenceu mais do caminho a seguir do que os magníficos Sabbat ("History of a Time to Come" e "Dreamweaver") e Kreator ("Terrible Certainty" e "Extreme Agression"), que se destacam, e muito, do thrash que ouvia na altura.

 
At 13.7.10, Blogger Rodolfo said...

Halber Mensch dos Einstuerzende Neubauten... quando pus o vinil a tocar sentei-me muito calado a tentar perceber o que estava a acontecer na minha cabeça e que estranhas emoções despertavam esta música teutónica :)

http://www.youtube.com/watch?v=y0LF6WA9rxI

Com estes e com uns tais Joy Division, comecei a definir a minha identidade musical.

http://www.youtube.com/watch?v=yyYK5fqfRI4

quando ouvi o New Dawn Fades, achei que me andava a perder com as outras merdas que ouvia... isto era tão mais sério. Ok, mentira, não deixei de gostar dos Sigue Sigue Sputnik ahahah.

 
At 14.7.10, Blogger ::Andre:: said...

"Existiram muitos momentos, para muita imersão em muitos graus de música diferente..."

É isto que o Neuroticon disso. Desde a descoberta dos discos do meu tio até ao primeiro que comprei até a outros muito marcantes numa fase musical já matura. Ainda mais virão, também acredito nisso.

 
At 15.7.10, Blogger \m/afarrico said...

Caro Tiago Esteves,

Não imagina o quão agradavel foi ver, e depois ler, este seu post.
É que este album dos Samael foi tb um dos marcos musicais na minha já longinqua progressão e iteração por entre formas e estilos musicais.
É certo que, tal como diz, tb já não presto grande atenção à banda, mas temas como "Baphomet's Throne" e "Crown" deixaram as suas marcas.

Quanto ao tal momento, recordo-me de me terem emprestado uma K7 com um qq album de Dead Kennedys e que no lado B tinha a gravação de um disco de uns cabeludos, que se vestiam de forma ridicula e se fartavam de gritar:
banda: Iron Maiden
album: Seventh Son a Seventh Son!
Nunca mais fui o mesmo.

 
At 15.7.10, Blogger Pedro said...

A certa altura da minha vida, não sei bem quando, emprestaram-me um CD com várias músicas de Radiohead, uma espécie de "best of" pessoal cobrindo a fase inicial da banda até ao OKC, que provavelmente foi o responsável por um maior interesse pela música da minha parte, apesar de ter sido algo de que sempre gostei muito.

A partir daí os meus gostos foram-se moldando, mas nunca sem fugir muito de uma sonoridade mais ou menos similar... Até que ouvi o Daydream Nation dos Sonic Youth, o tal momento da "chapada", que me levou, de forma mais ou menos directa, àquilo que sou hoje musicalmente. Não é que tenha começado a ouvir jazz e música electrónica no dia seguinte... Mas esse álbum, mais do que abrir, escancarou a porta dos meus horizontes. A partir daí foi sempre a abrir à procura de mais e mais coisas diferentes, que me deixassem num estado de estupefacção como aquela secção intermédia da "Silver Rocket". :)

 
At 15.7.10, Blogger Sor Flavius said...

Tinha 12 anos, acabado de ingressar na escola secundaria paran iniciar o 3ºciclo de ensino básico(7.ano, velhos tempos..) e emprestaram-me uma cassete com Sepultura, Napalm Death e Cannibal Corpses. Além de ter sido a entrada para o Metal foi a abertura de horizontes. Claro que hoje, talvez só Sepultura é que vai rodando no mp3, mais para matar saudades do que outra coisa. Entretanto, aos 14 descobri RATM e começei a perceber que a revolução nao iria passar na televisão pelo que passei a prestar mais atenção ao que se fazia no underground.
Relembro que na altura a net era para ricos e sacar uma musica era a loucura!! (hoje sacam-se discografias completas e ninguém se acha extraordinario :p)
Por fim, o último passo foi com Tool, banda que ainda hoje ouço e com regularidade.. a partir daí foi um tirinho até chegar ao restante do post/avangard metal, doom com fartura, sludge (som que me obrigou a sair sozinho, sem companhia porque os meus amigos não ouvem..)!
E foi assim! Sem dar por ela passaram-se 12 anos sempre acompanhado pela musica que escolho e nao pela que escolhem por mim.

 
At 16.7.10, Blogger Sergio said...

O que começou a despertar em mim um interesse pelo música foi a beleza do som de um instrumento: a guitarra. Desde a primeira vez que vi o Clapton na TV , aí com uns 6 anos, e pensei "tenho que aprender a tocar isto". Depois veio o despertar para o Rock com a febre dos Guns n'Roses, Metallica, Megadeth e afins. As coisas foram aumentando de peso e surgiu um álbum que me levou para extremos mais profundos: "Tales From a Thousand Lakes" dos Amorphis. Antes disso, outro momento fulcral para o meu "enculturamento" musical foi quando pedi emprestado ao meu tio o LP "The Wall" dos Pink Floyd. Actualmente, contraponho o interesse pelo que vai saindo de novo com a descoberta de coisas mais antigas que na altura da adolescente febre musical, não conseguia o distanciamento suficiente para entender e apreciar. Fundamentalmente tenho preferência pelas sonoridades mais pesadas e por tudo o que é progressivo, mas também tenho uma panca por blues, jazz e por "coisas bem feitas". Em suma, sem música não vivo.

 

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