01 março, 2011

12 de Março

Depois de ver o debate do Prós e Contras, não pude deixar de vir aqui falar neste assunto que nos diz respeito a todos.

Está marcada a tal manifestação para o dia 12 de Março. E se me é permitido fazer uma estatística dentro do debate, consegui concluir que, daqueles que intervieram da parte do público, dominou uma ausência total sobre aquilo que irá ser a manifestação. Comparar Portugal à situação do Magrebe e Médio Oriente? Ridiculo. Parece que, mais do que uma manifestação de princípios, é uma manifestação hype. "Vamos lá manifestar-nos que o grupo do facebook já tem não sei quantos mil seguidores"

Há algo que tenho dito e que hoje salientaram no debate e muito bem. Não vai ser com uma manifestação que se vai resolver o problema mais premente da nossa sociedade, que é o desemprego. Portugal andou anos a qualificar pessoas para postos de trabalho que não existem, nem tão cedo irão existir. Portugal não vai conseguir escoar tanta mão de obra qualificada. Daí resultam duas soluções: ou arriscamos e criamos o nosso próprio emprego nessa àrea, ou então temos que mudar de país. A imigração não pode sempre ser vista como um bicho mau ou como Portugal é exímio em "expulsar" as suas mentes mais criativas. A verdade é que não temos mercado para tantos designers, arquitetos, professores, advogados, etc. Há que chegar a algum senso de modéstia e não atribuir sempre a culpa aos outros, como tanto vi pessoas do público dizer no debate. A culpa também é nossa.

A verdade é que andamos anos a iludir-nos e a ser iludidos. "Uma licenciatura, seja ela qual for e onde for, é meio caminho andado para um bom emprego". Eu fiz parte dessa ilusão também. Quando cheguei à conclusão de que não iria ser bom naquilo em que me estava a formar, e que não era de todo a minha vocação, desisti da licenciatura. Trabalhei um pouco por todo esse pântano do trabalho precário desde então, e sofri na pele esta situação com que nos tentamos debelar hoje. Recibos verdes, contratos a termo, you name it. Não podia pedir mais em termos de trabalho, porque na realidade não tinha formação em nada específico. Tinha que de alguma forma tentar encontrar a minha própria saída antes que esta situação tomasse conta de mim, e quando desse por ela estaria a fazer parte daquele sistema contra o qual sempre lutei.

Falou-se de outra coisa, sobre nós próprios criarmos uma hierarquia de empregos, onde há aqueles que nos denigrem e os outros que nos prestigiam. E por isso fomos para a Universidade - para não ser trolhas, pedreiros, padeiros ou talhantes. Porque na nossa concepção, e naquilo que por muitos dos nossos pais nos foi transmitido, são trabalhos menores. E a verdade é que estes já são trabalhos melhor remunerados do que muitas licenciaturas que para aí andam. A sociedade precisa de vários tipos de mão de obra, e não podemos ser todos doutores ou engenheiros, até porque as fundações de uma sociedade começam em trabalhos do sector primário. O que quero com isto dizer? Que deviamos ir todos chapar massa ou ladrilhar passeios? Não. Mas que não nos iludamos a pensar que qualquer curso em qualquer universidade nos vai colocar no mercado de trabalho mais rápido que um canalizador, ou que iremos ter melhor qualidade de vida que um pedreiro.

Há solução para isto? Eu acho que há muito pouco a fazer. Podemos melhorar as condições de precariedade, tentar acabar com o tormento dos estágios não remunerados e dos recibos verdes. Mas isso porventura ainda irá criar mais desemprego, e de certeza que não irá criar mais emprego. Há também entre os portugueses, principalmente no sector terciário, uma enorme dificuldade em perceber o conceito de risco - qualquer coisa é razão para não se levar um projeto para a frente. Será que está tudo nos encargos fiscais que começar uma empresa representa? Há de facto àreas onde o risco é extremamente reduzido, a começar pela cultura. E não podemos sempre apontar o dedo aos outros. A culpa também é nossa.

Vocês vão à manifestação? Apontem quais as vossas reivindicações.

34 Comments:

At 1.3.11, Blogger Pereira said...

Enquanto isso, meia dúzia vão vender discos à pala de umas supostas músicas de intervenção sobre a nossa geração.Acho que não há muito a fazer,realmente.

 
At 1.3.11, Blogger Pedro said...

Eu ia, mas surgiu me uma complicação: vou estar a trabalhar.

 
At 1.3.11, Blogger Scometa said...

Lol. Gostei tambem de ver num artigo do publico que uma das razoes da manifestaçao ter sido convocada para esse fds era para nao apanhar o carnaval.

 
At 1.3.11, Blogger Pedro said...

Estavas a espera de quê? Que coincidisse com o carnaval e fds prolongado?

 
At 1.3.11, Blogger Pedro said...

ah, e é uma manif organizada através do facebook!!


só isto diz tudo.

 
At 1.3.11, Blogger priscilla fontoura said...

manifestar ou não manifestar. fazer ou não fazer será sempre motivo de crítica. sinceramente não percebo...

 
At 1.3.11, Blogger Scometa said...

O que eu ainda não percebi é sobre o que é esta manifestação. É sobre o desemprego? É sobre o trabalho precário? É sobre a insatisfação com o quadro político? É tudo isto junto?

 
At 1.3.11, Blogger priscilla fontoura said...

qual é o problema do fb ser a plataforma para organizar este protesto? quanto a mim não há melhor ferramenta. quanto ao que se vai protestar acho que está bastante esclarecedor o que aqui está escrito.
http://geracaoenrascada.wordpress.com/

"Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal."

 
At 1.3.11, Blogger *maps* said...

Para mim vai ser uma dia de festa :) e mais não digo!!!

 
At 1.3.11, Blogger Saturnia said...

ahahah! fazes aniversário?
A culpa é nossa! de que adianta manifestarem-se e culpar o governo? Chega a hora da verdade e muitos continuam a aceitar aquilo que condenam como os estágios não remunerados entre outras coisas.
A Europa espera por vós, jovens.

 
At 1.3.11, Blogger Scometa said...

Pois pris, mas então nao viste o Prós & Contras, porque não se falou só nisso. E outra coisa, a tal greve geral em Novembro também não abarcava isso? Greve geral? Porque é que se lembram agora de ir para a rua e não em novembro? É mais fixe ser a malta jovem a marcar do que o sindicato dos trabalhadores?

Desculpa, mas isso é tudo menos óbvio. Estudantes, mães, pais e filhos de Portugal? Enfim. Acho que seria mais honesto dizer que isto é um grito de revolta, uma vontade de mudar, mas que no fundo muitos de nós sabemos que temos que ser nós a mudar também, para bem ou para mal.

 
At 1.3.11, Blogger priscilla fontoura said...

pronto vamos todos emigrar e salutar amargamente este Portugal em andamento de comboio que segue para Espanha. pá sinceramente se encontram a vossa solução em emigrar então força e depois contem-me como correu, como se a Europa não tivesse outros jovens em outros lados a manifestar por estas e por outras razões. um dos problemas é sermos mal representados por pessoas que nunca sentiram na pele. eu vou lá estar nesse dia porque, não me apetecendo fazer uma exposição da minha vida enquanto prestadora de serviços, sofri na pele e reconheço que vou em consciência protestar o quê. em consciência este protesto faz mais sentido que nunca. não me interessa os que vão protestar sem saber o quê mas sei que por outro lado vão estar lá muitos desgostosos da realidade precária e desempregados que continuam a viver as passas do Algarve. ok pode não haver mercado para muitos cursos que existem mas isso não explica a exploração de trabalho que vivemos hoje. é por minha culpa que trabalho a recibos verdes... é isso.

 
At 1.3.11, Blogger Tiago Alves said...

Quanto ao facto de afirmares que não é com manifestações que vamos resolver o problema da nossa sociedade, sugeres que fiquemos em casa de braços cruzados? A ideia da manifestação é conseguir fazer com que todos vejam que a nossa geração, que apesar do que se diz, é a que mais estudos tem na História de Portugal (não que isso signifique competência ou inteligência, mas já demonstra qualquer coisa), está desagradada com o facto de estarmos num Estado onde as propinas são das mais altas da Europa, onde os nossos pais poupam (e muitos, a muito custo) para nós não termos a vida que eles tiveram ou têm, onde nós estudamos por doze anos e posteriormente três ou cinco, no geral, para depois saírmos da faculdade para o desemprego; para a instabilidade a nível profissional, pois teremos diversos empregos, mas nunca na nossa área. Isso de acusar a sociedade também é um pouco errado. Pois esse preconceito de que os jovens não fazem muito pela vida é extremamente errado. O problema está no governo, mas certamente, também, das pessoas que lá o puseram. Esta manifestação, para mim, significa o descontentamento de uma geração que se esforçou por estudar e atingir conhecimentos, que gastou bastante dinheiro com isso, para agora termos como opção,citando-te Scometa, ter de emigrar... Se achas que devemos reagir bem a essa opção, discordo.

 
At 1.3.11, Blogger andré vieira said...

É. Acho que é melhor ficarem aí a bater teclas atrás de argumentos para não sair do quentinho no dia 12, que é capaz de se estar melhor.
Afinal de contas "a culpa é de todos, a culpa não é de ninguém".
Há uma coisa que eu sei, hype ou não hype, do sindicato ou do raio que o parta, o português está bem é a dizer mal de tudo o que se faça.

Frase sábia esta "Se não é do cu é das calças"

 
At 1.3.11, Blogger Bruno said...

vou.
não acho grande piada ao hype da cantiga da parvoice. é uma banda a fazer pela vida - vende cd's, horas de rádio, entrevistas, horas de tv, jornais (capa do JL!).
a insatisfação já cá estava há muito andes de se tornar pop. eu não sou muito de desdenhar de alguns meios desde que se atinjam determinados fins!
o facto de ter uma definição algo vaga pode parecer inconsequente. para mim não é. é como votar - ou vais ou não - eu não me abstenho!vou.
o impacto só pode ser avaliado depois. com a nossa comunicação social e 50% de abstémicos sou realmente um pouco céptico, no entanto não é por isso que me vou excusar de participar.

pode não ser a única e melhor acção. mas é uma ACÇÃO não é só especulação.

 
At 1.3.11, Blogger Scometa said...

Eu não disse para não nos irmos manifestar, disse que manifestar para mudar a situação do desemprego é apenas e só um sinal de descontentamente que nada vai mudar. Afirmar o contrário é estar alheio da realidade.

Eu não disse para emigrar, eu disse que ou encontramos outras soluções (criar o próprio posto de trabalho, por exemplo), ou se queremos sempre trabalhar na nossa àrea de formação, então a UE tem melhor capacidade para escoar muitos trabalhadores que aqui, infelizmente, não têm trabalho na àrea nem tão cedo irão surgir postos de trabalho para cobrir tanta procura.

Continuo a achar um bocado estranho, para dizer o mínimo, termos tido uma greve geral que podia ter servido para este protesto, mas que deixou toda a gente em casa. E agora vão-me dizer, em plena consciência, que isto não vem na crista da onda, por causa de tudo o que se tem passado no Magrebe e Médio Oriente nos últimos meses? Andamos a ver a Grécia a ferro e fogos, os estudantes em Inglaterra a manifestarem-se, e aqui marcam uma manifestação que, cuidado, teve que ser marcada no facebook e para dia 12 para não coincidir com o fds do carnaval? Sou só eu que acho que é assim que Portugal nunca muda nada?

Como disse no post, eu também sofri na pele o que é o trabalho precário. Mas não posso deixar de sentir que esta é uma manifestação à tuga, sempre atrasada, fora do seu tempo e com muitos princípios distorcidos.

Vou lá estar dia 12, e esperar que me provem errado.

 
At 1.3.11, Blogger Tiago Alves said...

Este comentário foi removido pelo autor.

 
At 1.3.11, Blogger Tiago Alves said...

Essa posição céptica quanto aos resultados da manifestação é que é preocupante. Repara, se todos pensássemos assim, então resignávamo-nos a tudo isto. Ninguém está a dizer que dia 12 é a manifestação e dia 13 ou 14 tudo muda. Mas é a sucessão dos acontecimentos que, mais tarde ou mais cedo, vão originar uma mudança. Quanto ao atraso da manifestação, em parte é verdade, por outro lado, é não esquecer que nos últimos tempos tivemos já algumas outras manifestações e greves, antes até do que se tem passado no Médio Oriente ou no Egipto. Provavelmente, o espírito de libertação dos povos passou pela cabeça de muita gente face ao que cá se passa, mas ainda bem. Pois menos ou mais, estamos a ser também explorados como eles.

 
At 1.3.11, Blogger tak said...

Vou andar de balão de ar quente no centro de ciencia viva do lousal.

 
At 1.3.11, Blogger JMM said...

vou à manifestação de dia 19, organizada pela CGTP.

 
At 1.3.11, Blogger Scometa said...

Tiago, não é resignação. É querer desconhecer aquilo que é o espírito português. No fundo, quem me dera que isto fosse espontâneo e prenhe de principios benéficos para a sociedade, mas não é. A mudança que poderia ocorrer dentro de uma manifestação como esta seria a de concertação entre todas as pessoas que sofrem com esta situação, de forma a encontrar soluções e trabalhar em conjunto. Mas o que ouço mais é o "EU quero melhores condições de vida para MIM", em vez de "EU quero melhores condições de vida para TODOS". E isto é uma grande diferença.

 
At 2.3.11, Blogger Tiago Alves said...

Quanto a ao individualismo a que te referes é bem comum numa sociedade de direita capitalista. Portanto, mais uma vez, não são os indivíduos em si que têm a culpa toda. Mas sim o meio onde estão inseridos, que fomenta cada vez mais e mais o individualismo, desprezando o colectivismo. Portanto, mais uma vez, a culpa não pode ser atirada apenas aos cidadãos, quando quem está no Governo é o culpado major.

 
At 2.3.11, Blogger Pedro said...

Já disseram tudo.

Isto é uma manif a tuga. Não é espontânea, vem por base numa canção com letra de conversa de café, é organizada através de uma rede social, influenciada por outros povos, sem objectivos claros e marcada para não coincidir com o fim de semana prolongado do carnaval, que esse é para ir passear para o shópe.


É mesmo o país da brincadeira, este.

 
At 2.3.11, Blogger Scometa said...

Tiago, mais uma vez estás a dar mau uso às minhas palavras. Eu não disse que a culpa era só dos cidadadãos, eu disse que a culpa também era nossa.

O que eu sei é que em Portugal cai bosta de gaivota em cima de alguém e a culpa é do Sócrates.

 
At 2.3.11, Blogger priscilla fontoura said...

Pedro volto a perguntar, qual é o problema de esta estar a ser organizada através do fb? Antes não era com fb mas em cafés, qual é a diferença? A única diferença, e a meu ver para melhor, é que desta maneira é mais rápido.

Antes desta manifestação já outras foram organizadas por causa do desemprego e do trabalho precário. Esta polémica toda gerou-se, também, por causa dos Deolinda, que fizeram notícia nos telejornais, etc. Mais uma vez, acredito que vão estar muitas pessoas com toda a consciência para exprimirem e justificarem os seus dissabores neste mercado nojento. Como diz o José Mário Branco "a culpa é de todos e a culpa é de ninguém."

 
At 2.3.11, Blogger ::Andre:: said...

"Quanto a ao individualismo a que te referes é bem comum numa sociedade de direita capitalista. Portanto, mais uma vez, não são os indivíduos em si que têm a culpa toda. Mas sim o meio onde estão inseridos, que fomenta cada vez mais e mais o individualismo, desprezando o colectivismo. Portanto, mais uma vez, a culpa não pode ser atirada apenas aos cidadãos, quando quem está no Governo é o culpado major."

Fiquei um bocado impressionado, Tiago. Que seremos de nós se não pensarmos por nós próprios? Na tua opinião, a crise de crédito de 2008 também é culpa do estado e dos bancos? Compreendo as pessoas que por falta de formação e educação se sintam tentadas por malabarismos legais, agora este individualismo que se discute aqui é de uma geração que, como o Eduardo diz, é completamente individualista mas que acredito que tenha a educação necessária para saber o que está certo e errado. Não? Vamos passar a vida a culpar governos? Se for o caso, vamos mais longe e relacionemos este com o tópico das eleições.

Dia 12 faço 28, vejam lá se no meio de tantos cartazes levam um a dar-me os parabéns.

 
At 2.3.11, Blogger Tiago Alves said...

Este comentário foi removido pelo autor.

 
At 2.3.11, Blogger Tiago Alves said...

André, falas da crise de 2008 não ser culpa do estado e dos bancos, tudo bem. Mas e a do BPN, que culpa temos nós nisto? Repara que falamos que estamos sempre mal, pior que os outros. Se calhar é porque só temos dois partidos a liderar cá, que prometem X e cumprem Y. Que são sempre bem mais beneficiados nos tempos que têm na televisão ou na rádio. Que manipulam muito mais a nossa sociedade do que a maior parte das pessoas pensa. Não digo para culparmos só e apenas os governos, mas na minha opinião são os grandes responsáveis. A única culpa que nós temos é aceitarmos o modelo que temos e os partidos que temos no poder... No que toca à questão de que a geração tem a educação necessária para saber o que está certo e o que está errado, não vou generalizar, mas posso falar de casos com que lido todos os dias (ainda tenho 17 anos e ando numa secundária) e afirmo-vos que 97% dos meus colegas de turma e de outras turmas não sabem distinguir o certo do errado...

 
At 2.3.11, Blogger Carlos said...

Scometa, falas em criar o nosso próprio emprego como se isso fosse a coisa mais simples do mundo. Mas isso implica riscos. E como deves imaginar, a maior parte de nós não tem possibilidades económicas para criar a nossa própria empresa. Fazemos o quê? Pedimos um empréstimo ao banco?
Emigrar? Eu ando a estudar e a pagar propinas altíssimas para no fim não me restar outra hipótese senão emigrar porque o meu governo (que se diz "socialista") é incapaz de criar postos de emprego? Para que é que eu sou português? E mais uma vez, dizes isso como se emigrar fosse simples.
Assim como a Priscilla, não vejo o problema de esta manifestação ter sido organizada através do Facebook. Obviamente a internet é dos principais e mais eficazes meios de comunicação hoje em dia e negar isso num blog é bastante cómico.

 
At 2.3.11, Blogger Scometa said...

Nada é simples Carlos, infelizmente. E quando eu digo que não há grandes soluções, não estou a dizer que tu não vais arranjar emprego na tua área, mas a verdade é que se estás numa das áreas que referi no post tens muito mais probabilidades de ir para o desemprego do que o contrário.

Quanto ao começar o próprio emprego, acarreta sempre riscos. Ninguém começa um negócio sem pedir empréstimos. E, apesar da elevada carga fiscal, ainda há bastantes incentivos para a criação de micro e pequenas empresas. É óbvio que é preciso muito empenho para manter um negócio ativo, e muitas das pequenas e médias empresas que forma criadas nos últimos 5 anos faliram.

Quanto a imigrar, claro que não é fácil. Mas não confundir isto com mandar alguém embora, como gostam de fazer. Se querem mesmo arranjar trabalho na área e ele não existe, se não querem ou não têm mesmo condiçoes para criar emprego nessa área, o que resta? Ou mudar de área ou arriscar noutro lado. Digo eu.

 
At 2.3.11, Blogger  said...

Não percebo como se chega a um ponto em que se critica uma manifestação que tem como objectivo denunciar(e se possível, melhorar) as más condições de emprego impostas às pessoas que actualmente entram no mercado de emprego, só porque foi planeada e divulgada numa rede social ou porque teve como momento impulsionador uma música popular.
Ainda por cima num país que saiu duma ditadura às costas doutra música popular.

Houve alturas em que o desconformidade sentia-se na rua, agora só a vejo na erudição bacoca dos iluminados que nada fazem, mas tudo criticam.

 
At 3.3.11, Blogger Scometa said...

Outra vez a cena do "nada fazem e tudo criticam". Quem é que nada faz? Aposto que muitos desses vão estar na manifestação também.

 
At 3.3.11, Blogger priscilla fontoura said...

Ainda bem que vão estar, a realidade é mesmo assim: heterogénea.

 
At 3.3.11, Blogger Scometa said...

Antes fosse.

 

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