14 outubro, 2009

As primeiras audições de Secret House revelam que...

- valeu a pena esperar anos (pelo menos dois, ouve-se falar nisto desde que a banda se chamava Vessel)
- não vale a pena esperar pelos riffs de Isis ou a escuridão dos Khanate
- é um álbum para se ouvir sozinho e nunca acompanhado
- é uma exploração moderna do minimalismo
- é um álbum denso mas vazio
- é um disco para flutuar num quarto escuro
- pode ser um trabalho niilista
- Aaron Turner (Isis) é mesmo um génio e este é capaz de ser o seu melhor trabalho de sempre: a guitarra transmite uma mensagem inconcebível de sossego enquanto a voz angustia-nos relaxadamente
- James Plotking está envolvido em mais um excelente álbum/ projecto
- Tim Wyskida raramente enfatiza os pratos, é o elemento mais discreto mas altamente importante
- estará no meu top 5 de 2009

9 Comments:

At 14.10.09, Blogger André Forte said...

já anda aí? :D

 
At 14.10.09, Blogger Neuroticon said...

Melhor trabalho de sempre do A.Turner? Não concordo man.
Só ouvi superficialmente, mas arrisco-me a dizer que me agradaram mais os discos do ano passado de Ascend e Asva...

 
At 15.10.09, Blogger Susana Quartin said...

Estou na segunda música e a adorar o_o.

E isto não tem nada a ver com Ascend em termos do "mood" da música. Nada mesmo.

 
At 16.10.09, Blogger Hélder Costa said...

tenho de ouvir isto

 
At 16.10.09, Blogger ::Andre:: said...

Neuroticon, curioso mencionares os Asva pois tinha pensado escrever algo do tipo que este álbum está para 2009 como o WYDNIF para 2008.

 
At 16.10.09, Blogger ::Andre:: said...

Em relação ao Aaron, está num alto nível criativo. Pá, Turner a soar a Scott Walker? Não é para todos...

 
At 16.10.09, Blogger Adriano said...

Curioso esta nova geração de experimentalistas (e bloggistas) andarem com o nome de Scott Walker debaixo da língua. Entendo porquê o referem, sou um fan do mesmo e considero-o ainda como o músico mais intrigante da cena actual, mas correndo o risco de puxar um pouco a corda, esta vertente mais experimentalista de bandas supostamente "mais metal" ficam ainda mt atrás de outros esforços de músicos mais electrónico/ambiental/new classical.

Como não costumo dizer coisas assim da boca para fora sem deixar referências, tentem ouvir por exemplo:

- Svarte Greiner - Knive
- Kreng - L'Autopsie Phénoménale De Dieu
- Klumpes Ahmad - In bed we trust
- Richard Skelton - Marking Time

é tudo mais cinematográfico, igualmente árido e hostil qb.

O metal quanto a mim tem mt a dar, mas dificilmente é das coisas mais interessantes que tem saído quando tentam coisas novas quando comparado com as florescências do catálogo da Type e Miasmah. E o melhor de tudo é que se procuram ambiente niilistas e deprimentes, está tudo aqui, apenas com melhores músicos e paisagens sonoras um pouco mais interessantes que os recentes esforços de grey machine e este Joris IMHO ;-)

Reforço a excepção do álbum de Ben Frost - By the throat (alguém já ouviu isto??) onde o baixista metaleiro Borgar Magnasson dos Crowpath (http://www.youtube.com/watch?v=ymTLNlxj63A) faz a coisa soar tanto sublime como fresca com o peso que todos procuramos por aqui.

Gostava mesmo de ver mais pessoal de metal juntar-se a valores de outras zonas musicais e não cairem em albuns como este de Jodis que certamente vão ficar esquecidos em pouco tempo, again IMHO.

 
At 16.10.09, Blogger ::Andre:: said...

É a tua opinião Adriano, tão válida e bem-vinda como qualquer outra :)

É evidente que nestas coisas da música é díficil ser-se imparcial e acaba-se defendendo o que mais se gosta, mas as tuas observações poderiam dar origem a um café bastante agradável.

Primeiro terias era que pesquisar o blog e reparares que o autor deste tópico não só já escreveu sobre vários álbuns da Type como assistiu a concertos de Helios, Midaircondo ou do próprio Greiner e para dizer a verdade a comparação só faz sentido considerando que todos estes projectos têm em comum o facto de (tentarem) quebrarem barreiras nos seus espectros musicais.

Em relação à malta do metal "juntar-se a valores de outras zonas" há n de situações que provavelmente não estás a par e um exemplo óbvio são os KTL.

 
At 16.10.09, Blogger Adriano said...

Esse café tem de ser combinado :)

 

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