15 abril, 2010

Gira-discos

O que tem rodado por aqui nos últimos dias:


Javelin - No Más (2010)
Uma boa surpresa deste ano. Pegam no lado melódico e psicadélico dos Flaming Lips, juntam-lhe a electrónica e misturas do Toro Y Moi e baralham tudo como se tivessem a brincar aos legos com os Animal Collective. Uma carrada de estilos empacotados.

Ouvir: Javelin - We Ah Wi


Alice Coltrane - A Monastic Trio (1968)
Excelente disco jazz, alguns momentos mais livres (duros) e outros de extrema sensibilidade e beleza. Este trabalho serviu como tributo ao seu marido John Coltrane que faleceu um ano antes. Aqui encontram-se músicos como Pharoah Sanders entre outros. Quanto mais tempo dedico a isto mais me surpreendo.

Ouvir: Alice Coltrane - Ohnedaruth

Harvey Milk - Special Wishes (2006)
O disco novo está aí e espero que a tour também. Este Special Wishes é um grande disco de metal. Cruza os ritmos duros dos Godflesh/Monarch! e o peso dos Killing Joke sobretudo aquando o seu disco de estreia. Essencial para quem gosta de Stoner/Doom.

Ouvir: Harvey Milk - Crush them All



Joanna Newsom - Have One on Me (2010)
Tem sido justamente bajulado como o disco deste ano. Para mim que gosto de todos os discos dela, este longo trabalho serve de manjar dos fartos. A fantasia folk acaba de acender a iluminação da cidade.

Ouvir: Joanna Newsom - Easy



Broadcast - The Future Crayon (2006)
Existem algumas bandas inovadoras que continuam a despertar um manancial de sensações sempre que as ouvimos. Não preciso de remexer nas maluquices dos tempos áureos do Kraut, basta pegar em algumas coisas dos Broadcast, Stereolab etc. Música psicadélica e experimental talhada em melodia. Nota-se aqui um lado retro que abraça bandas sonoras manhosas e discos de viníl vindos de marte. Esta não é porventura a porta de entrada perfeita, uma vez que se trata de uma compilação de lados b e outras coisas "desarrumadas", mas não abala a mestria dos Broadcast.

13 Comments:

At 15.4.10, Blogger ::Andre:: said...

O novo/ último dos Harvey Milk já roda por aí há uns meses. Está bom, muito coeso.

É desta que vou espreitar os Broadcast...

 
At 15.4.10, Blogger Pedro Nunes said...

edit: Eheheh, ainda não o tinha ouvido. Sendo assim, vai ser dos próximos a rodar.

pedro nunes

 
At 15.4.10, Blogger Rodolfo said...

Javelin não conhecia e gostei, obrigado pela sugestão.

 
At 15.4.10, Blogger Luis said...

Apesar de ainda o ter ouvido poucas vezes este parece-me o disco mais aborrecido (ou o único aborrecido) da Joanna Newsom. Falta-lhe alguma da imprevisibilidade do anterior e a espontaneidade do primeiro.

E ao vivo ainda é mais aborrecido (vi em Washington DC há cerca de um mês na tour de apresentação com acompanhamento de 5 ou 6 músicos) com muitos dos arranjos a roçarem o piroso. Os arranjos a tornarem-se mais presentes ao vivo acabam por revelar a sua natureza - previsíveis, seguros, aborrecidos. No disco estão mais escondidos mas acabam por contribuir para um excesso de fundo que em nada acrescentam à maioria das músicas.

Vamos a ver como cresce o disco em mim - mas para já ainda não estou muito convencido.

 
At 15.4.10, Blogger fabricio vieira said...

Os primeiros discos da Alice Coltrane (além deste 'Monastic Trio', há 'Huntington Ashram Monastery', 'Ptah the El Daoud' e 'Journey in Satchidananda') são excepcionais: ela conseguiu juntar a liberdade do free jazz com a leveza de sonoridades que ecoavam suas crenças indianas, mas sempre escapando de resvalar em clichês. Nos anos 70, ela passaria a gravar discos com teor mais devocional, afastando-se da veia jazzística.

 
At 15.4.10, Blogger Luis said...

Este comentário foi removido pelo autor.

 
At 15.4.10, Blogger Luis said...

Eu também gosto bastante do "Universal Consciousness" da Alice Coltrane! - e ainda considero que está na fronteira entre o jazz e a música mais ritualistica / devocional.

 
At 15.4.10, Blogger Gonçalo said...

André, estás a falar do 1º álbum dos Harvey Milk que foi remasterizado e saiu há uns tempos, certo?
O que vai ser editado em Maio ainda não encontrei.

 
At 15.4.10, Blogger Pedro Nunes said...

Rodolfo, ainda bem que gostaste.

Luís, concordo em relação à espontaneidade do primeiro disco, mas não o considero de todo aborrecido. O facto de ser longo obriga-me a ouvir por fases, mas está repleto de excelente música. Se o considero melhor que o YS? Não. Quanto à tua descrição do concerto, quem me dera ter lá estado contigo para debatermos a coisa no final. eheh

Fabricio, quando quiseres escreve algo sobre a Alice Coltrane. Nos próximos tempos vou estar a rodar vários discos da discografia dela.

Gonçalo, pois também ainda não encontrei....

 
At 16.4.10, Blogger ::Andre:: said...

Gonçalo, falo do Life...The Best Game in Town que saiu no ano passado (e foi ignorado, diga-se) via Hydra Head.

 
At 16.4.10, Blogger ::Andre:: said...

http://en.wikipedia.org/wiki/Life..._The_Best_Game_In_Town

 
At 16.4.10, Blogger Gonçalo said...

Ah, ok. Esse eu tenho. Parece que vou ter de esperar mais um bocado pelo novo, então.

 
At 16.4.10, Blogger Pedro Nunes said...

Resta-nos esperar então pelo A Small Turn of Human Kindness.

edit do meu anterior comentário: quando falo que não o acho de todo aborrecido, refiro-me ao Have One on Me.

pedro nunes

 

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