24 maio, 2011

I used to be carried in the arms of cheerleaders

Não me estou a lembrar da última vez que tinha ido ao Coliseu. Sonic Youth não conta. As idas aquele edifício bege chunga são uma espécie de viagem à adolescência onde aí sim marcava presença regular. Ontem foi maravilhoso ver miúdas e miúdos histéricos, cartazes trazidos de casa, palmas e mais palmas durante as canções, cânticos ao fêcêpê, I love yous, a banda de abertura sempre má como estas ocasiões sugerem, os elogios ao público se bem que parecendo verdadeiros sempre iguais a todos os outros… E não, não estou a ser irónico. E sim, gostei do concerto e continuo a gostar dos The National em formato best of onde as melhores canções todas juntas são uma óptima compilação (para todos os melancólicos) de hinos indie soturnos que transpiram sinceridade e melodia. Lembro-me do concerto em Coura às seis da tarde onde hoje é fixe dizer que lá se esteve e este sucesso era, pelo menos na minha cabeça, inesperado. Mas como diz Steve Reich "Eles são a última encarnação de uma banda clássica de rock'n'roll" e acho que não podia estar mais de acordo. Pergunte-se aos geeks.

8 Comments:

At 25.5.11, Blogger Tiago said...

Quando penso nos The National, lembro-me dos Joy Division, mas os primeiros num formato americano e mais polido.
Lembro-me de à uns quando comecei a ouvir os Joy Division, e na altura pensava que nunca tinha ouvido música tão feia (num bom sentido). Entretanto percebi que era tocante, que aquele minimalismo pouco polido mais aquelas letras categóricas eram algo único na música pop.

Hoje olho para os National e vejo uma banda sincera que toca aquilo que gosta sem se deixar levar na maré de moda de muita pop que aí anda. À semelhança dos Joy Division, estes também têm um carismático vocalista vocalista que escreve bem. Fenómenos criam-se com estas coisas.
Duvido que algum dia consigam uma carreira como uns R.E.M, mas dentro daquilo que hoje é possível crescer, acredito que conseguirão algo respeitável.

 
At 25.5.11, Blogger ::Andre:: said...

Engraçado, eu tenho para mim que os The National são bem mais europeus do que americanos.. Essa comparação com REM é que nunca tinha pensado.

 
At 25.5.11, Blogger ::Andre:: said...

Foste ao concerto?

 
At 25.5.11, Blogger Tiago said...

Também tens razão, o som tem muita coisa europeia, embora o timbre dê outro ar.

A este não fui, deixei esgotar e depois não me preocupei muito. Tive mais pena por ser a primeira vez no Porto!

 
At 27.5.11, Blogger Susana Quartin said...

E Portishead em 2008? Foi (por enquanto) a minha única visita ao coliseu do porto, eheh.

Ainda (!) estou para pegar em The National. Quando ouço no carro da minha irmã até gosto, mas não tem calhado investigar a banda.

 
At 27.5.11, Blogger Tiago said...

Susana, lembro-me de à uns meses dizeres isso. Investiga que até vale a pena! :p

 
At 28.5.11, Blogger Neuroticon said...

Eu também vejo os The National mais como europeus... mas se calhar é por achar que eles não são mais que uma banda igual a Tindersticks, mas sem o brilhantismo instrumental e tambem prefiro a voz do Staples...!

Mas os The National são uma banda porreirinha :)

 
At 6.6.11, Blogger Das said...

a foto que usei no fórum sons como assinatura. <3

tag por Nuno Dias. :D

 

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